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Sampaoli analisa estilo de jogo do Flamengo e diz: 'Ganhar por ganhar não é ideia'

Treinador quer que o Rubro-Negro vença jogando um futebol vistoso para que o torcedor possa apreciar

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O Flamengo vive momentos de paz com Jorge Sampaoli. Após início instável, o argentino consegue implementar seu estilo e já "doutrina" os atletas no amor pela posse de bola. De acordo com o treinador, essa paixão vem desde a infância e também deve perdurar entre os torcedores rubro-negros. A ideia é se acostumar com o jogo bonito para vencer.

Em entrevista à FlaTV, Sampaoli revelou que essa obsessão pela bola de futebol vem dos tempos de infância. O treinador contou que a "pelota", como é chamada na argentina, sempre o acompanhou e que ele espera que ela permaneça ao seu lado até o fim.

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- Não quero que o time devolva a bola ao rival ou que perca a posse no jogo. A bola é minha. A bola é um elemento que amei na minha infância e que amarei em toda a minha vida. Não quero que outra a tenha, eu quero tê-la. Quero ter a bola sempre. Basicamente o amor pela bola em minha infância foi fundamental. Eu queria sempre uma bola na minha casa, no meu quarto ou em qualquer espaço que eu pudesse jogar. Muito amor por esse brinquedo que esperava em cada aniversário e a cada Natal - disse.

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Ao falar sobre a bola, as perguntas sobre o estilo de jogo que ele deseja implementar no Flamengo chegaram. Sobre o assunto, Sampaoli foi categórico: "Quando vejo que o time não consegue dominar, eu fico louco". O objetivo do treinador argentino é acostumar o torcedor rubro-negro a reclamar da performance da equipe, mesmo que o time consiga o resultado positivo.

- Todos (têm que saber jogar). O trabalho é esse: ganhar muitos jogos jogando futebol. Pelo menos que esse amor pela bola se mantenha enquanto eu estiver vivo no futebol. Tenho que convencer o torcedor do Flamengo reclame quando o time não joga bem. E se ganha jogando mal também - analisou, antes de concluir:

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- Minha obrigação, em meu espaço, é que a torcida do Flamengo reprima que um jogador não cuide da bola. Que não a dê ao rival, que não a chute para fora. Nunca. Nunca (risos). Tem que levantar a torcida de outra maneira, senão não é uma religião, é uma comodidade. Sinto que a exigência de ganhar por ganhar faz com que você esqueça de sua religião. Religião é jogar futebol o tempo todo: 94 minutos jogando - finalizou.

Pela primeira vez desde que chegou ao Flamengo, Sampaoli está tendo tempo de sobra para treinar e acertar de vez o time. Invicto há dez partidas no clube, o argentino tem utilizado o período da Data Fifa para recuperar atletas e deixar a equipe cada vez mais dentro das suas ideias. Neste domingo (18), o elenco recebeu folga e volta aos trabalhos na segunda-feira, de olho no jogo contra o Bragantino, pelo Brasileirão.

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