Real Madrid e Atlético decidem uma controversa Supercopa da Espanha

Disputada pela na Arábia Saudita, país com problemas em relação a direitos humanos, competição terá final entre equipes que não venceram títulos na última temporada

Disputada pela na Arábia Saudita, país com problemas em relação a direitos humanos, competição terá final entre equipes que não venceram títulos na última temporada

Lance

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Real e Atlético fazem o clássico de Madrid bem longe de casa, neste sábado às 15h (de Brasília), pela final da Supercopa da Espanha. RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol) resolveu inovar na temporada 2019/20 e, ao invés disputa em dois jogos entre os atuais campeões de Copa do Rei e La Liga, resolveu ampliar e levou o torneio para a Arábia Saudita. A decisão acontece no King Abdullah Sports City , em Jidá.

A opção gerou polêmica pelo fato de o país-sede ser reconhecido por não respeitar os direitos humanos. Para mulheres poderem frequentar os jogos do torneio, por exemplo, a Federação Espanhola precisou entrar em acordo com o governo saudita. Apesar das questões políticas, prevaleceu a financeira. As partes assinaram um acordo de três anos, que renderá cerca de 120 milhões de euros (R$ 547 milhões de reais) para a entidade da Espanha.

Os novos moldes perdem ainda mais lógica pelo desfecho futebolístico desta edição. Real Madrid e Atlético entraram como convidados. Os merengues caíram na semifinal da Copa do Rei, mas herdaram a vaga do Barcelona, já garantido pelo título da liga, enquanto os Colchoneros foram vice-campeões da Copa do Rei. Assim, a Supercopa terá uma final entre equipes que não venceram no país na última temporada.

Ao menos dentro de campo, porém, as equipes fizeram valer a viagem e brindaram a torcida local com bons jogos. O Real chegou à decisão após grande exibição e vitória sobre o Valencia, por 3 a 1, e o Atlético de Madrid conseguiu uma virada épica sobre o Barça, por 3 a 2.

Para a finalíssima, os Merengues de Zinedine Zidane não terão Hazard, Bale e Benzema, que com problemas físicos, nem viajaram. Assim, o treinador deve repetir a escalação que deu certo na semifinal. Courtois; Carvajal, Varane, Sergio Ramos e Mendy; Casemiro, Valverde, Kross e Modric; Isco e Jovic. Sem pontas, o novo modelo deixa dúvidas quanto à organização em campo, que o comandante francês não se esforçou para esclarecer.

- Não vou dizer como vamos jogar. Sabemos que o importante é o que é feito na fase ofensiva, e não tanto o desenho. Todos podem interpretar de maneira diferente. Como um 4-4-2 quando é um 4-3-3 ... Sabemos que temos boas opções. É o que importa para nós - disse Zizou.

Do outro lado, Diego Simeone, que conseguiu uma grande virada sobre o Barcelona, conquistadas nos últimos minutos na última quinta-feira, destacou as duas opções brasileira no banco do Real.

- Madrid é um time que conhecemos muito bem. Ele tem um treinador absolutamente vencedor, que transmite sua vontade de vencer e vence. Vieram sem Benzema, Bale e Hazard e nada muda, eles procuram se fortalecer. Eles fizeram isso a partir da circulação, da chegada da segunda linha. Eles têm Vinicius e Rodrygo, colocarão mais velocidade, com menos posse de bola. Temos que pensar como rebater e conseguir o que queremos.

O Atlético também deve repetir a escalação que venceu a semifinal: Oblak; Trippier, Savic, Gimenez e Renan Lodi; Saúl, Thomas Partey, Herrera e Correa; João Félix e Morata.