Provocado no Maracanã, Guerrero eleva marcas pessoais e status de ídolo peruano

Goleador do Peru se despede da Copa América com o vice-campeonato, mas retribuindo em campo a idolatria em seu país, derrotado na final por 3 a 1

Goleador do Peru se despede da Copa América com o vice-campeonato, mas retribuindo em campo a idolatria em seu país, derrotado na final por 3 a 1


Se tinha alguém que poderia surpreender na final da Copa América e promover um novo "Maracanazzo" este atendia por Paolo Guerrero. Tanto que os torcedores adaptaram músicas antes do jogo e provocaram o camisa 9 durante todo o confronto diante do Brasil. Saiu o gol do "susto", mas não deu para ele.

No Maracanã, somando todas as participações, Paolo chegou a 13 gols. E, na história da Copa América, se isolou ainda mais como o maior artilheiro em atividade do torneio, com a 14ª bola na rede, que saiu de pênalti nesta tarde.

O Brasil largou na frente, com Éverton, mas Guerrero deixou tudo igual já na reta final do primeiro tempo. O que ele não esperava era que Gabriel Jesus deixasse a Amarelinha de novo em vantagem no lance seguinte. E adivinha? Além do êxtase do Maraca, mais provocações ao peruano ecoaram.

Na partida, Guerrero teve uma atuação que não descolou de suas características. Brigou com os zagueiros, reclamou com o juiz, esperneou em situações adversas, prendeu bola com maestria, abriu espaços e trouxe suspiros em momentos nos quais a Blanquirroja estava sufocada atrás.

Aliás, o sufoco amenizou quando Jesus foi expulso. Guerrero passou a ter novos companheiros na etapa final (Polo, Ruidíaz e Gonzáles). O Peru tentou circular melhor a bola, Trauco, inclusive, teve ótima chance - e parou em Alisson. Guerrero, por sua vez, não voltou a ter outra chance para igualar o marcador novamente - e ainda viu Richarlison marcar o terceiro brasileiro.

Guerrero se despediu da Copa América-2019 como artilheiro pela terceira vez do torneio - desta vez ao lado de Cebolinha. Ele já havia sido o principal goleador em 2011 e 2015.

Dá para afirmar que, sobretudo pelo admirável feito peruano de ter ido à final e encardido o embate ante o Brasil, Paolo Guerrero eleva o seu status de ídolo ao ser o esperado protagonista durante a campanha.