Futebol Presidente do Santos vê fim do 'transfer ban' próximo, mas não na sua gestão

Presidente do Santos vê fim do 'transfer ban' próximo, mas não na sua gestão

Orlando Rollo admite que não conseguirá encerrar a sua administração com as dívidas a curto prazo saldadas. Mandato termina no dia 31 de dezembro

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Orlando Rollo não conseguirá cumprir o seu principal objetivo como presidente do Santos, que é a "passagem de bastão" para a próxima administração com as dívidas a curto prazo em dia. O mandatário assumiu o clube no fim de setembro com mais de R$ 50 milhões em dívidas que colocavam o clube em "transfer ban", punição junto a Fifa por conta de inadimplências para com outros clubes. Como consequência, o Alvinegro não pode registrar novos atletas desde março

No entanto, Rollo afirmou em entrevista concedida nesta segunda-feira (21), após assembleia que empossou o novo Comitê Gestor e definiu a nova Mesa Diretora do Conselho Deliberativo, que deixa para o novo presidente, Andrés Rueda, as situações encaminhadas para que, até mesmo em janeiro, possam ser resolvidas.

Hoje, as pendências com o Huachipato (CHI) e Atlético Nacional (COL) pelo não pagamento santista nas contratações do atacante Soteldo e do zagueiro Felipe Aguilar respectivamente, ambos no início de 2019, fazem que o Alvinegro esteja punido na entidade máxima do futebol mundial.

De acordo com o atual presidente, o acordo com o time colombiano, onde pouco mais de R$ 4 milhões, oriundos do recente desbloqueio de mecanismos de solidariedade que o Santos tinha direito, serão repassados, está mais adiantado, dependendo apenas de formalizações. Já as tratativas com os chilenos atravancaram em algumas exigências, tanto do clube, quanto do próprio Soteldo, e como o Estatuto santista prevê que as decisões dos últimos três meses de gestão necessitem da aprovação do Conselho Deliberativo, Orlando achou melhor segurar a situação para que o próximo presidente tome as rédeas.

- O do Atlético Nacional provavelmente não consiga derrubar o transfer ban nessa gestão, mas já tá encaminhado, porque eles já aceitaram o acordo. Então, é só uma questão de formalidade burocrática, por isso não está derrubado. Já fizemos uma proposta pra eles, que eles já aceitaram, que o pagamento seja feito através dos créditos de mecanismos de solidariedade, já está aceito, só falta a instituição efetuar o pagamento, questão de dias, talvez só na virada de janeiro - disse Rollo.

- A do Huachipato eu tô discutindo com o Andrés Rueda a melhor forma da gente abaixar esse transfer ban,. Talvez seja até melhor a gente esperar virar o ano, porque pelo Estatuto a gente tá limitado na forma de agir, já que o Conselho Deliberativo outorgou algumas situações que o próprio Huachipato e o atleta querem fazer algumas considerações, óbvias em qualquer negociação. Mas a gente está estudando, inclusive para que a gente passe para janeiro e que o Rueda consiga derrubar esse transfer ban. Isso está sendo discutido diretamente com ele - complementou.

Histórico de dívidas

Quando Rollo assumiu o Santos, o clube estava banido pela Fifa desde março, por conta de uma dívida com o Hamburgo (ALE), pelo não pagamento pela contratação do zagueiro Cléber Reis, comprado em 2017, que ultrapassava a marca de R$ 25 milhões. A punição foi a primeira e maior, sendo resolvida no início de outubro, com o auxílio de Rueda, até o então apenas pré-candidato à presidência santista, que emprestou 2 milhões de euros.

Com a resolução da pendência, o Peixe ficou menos de uma semana liberado para registrar novos jogadores, conseguindo incluir ao elenco principal apenas o zagueiro Laércio, contratado junto ao Caxias semanas antes, mas que conseguiu ser formalizado apenas no hiato da queda do transfer ban. Quando a janela de transferências de outubro se abriu, uma nova restrição foi concedida ao Santos, pelas pendências com as equipes sul-americanas, que juntas chegam a R$ 25 milhões.

Se com o Nacional, o Peixe repassará o valor desbloqueado dos mecanismos de solidariedade, com o Huachipato a negociação envolve a "devolução" dos 50% adquiridos e nunca pagos por Soteldo, que volataria a pertencer ao time chileno, mas ficaria empresado ao Santos até outro clube se interessar. O Alvinegro Praiano, portanto, serviria como vitrine ao atleta. O acordo inicial foi aprovado pelo Conselho Deliberativo no dia 21 de outubro, mas toda alteração no negócio precisa retornar para o Egrégio para nova votação. Esse movimento faz parte do Estatuto Social santista, que prevê participação conselheiros nas decisões nos últimos três meses de toda gestão.

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