Futebol Prejuízo financeiro é apenas um dos problemas do Corinthians em imbróglio com patrocinadora

Prejuízo financeiro é apenas um dos problemas do Corinthians em imbróglio com patrocinadora

Timão também desgasta sua imagem e causa desconfiança na torcida. Além disso, clube terá que brigar na Justiça pelo dinheiro

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Presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, ao lado de Cleidson Augusto Cruz, CEO da Taunsa

Presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, ao lado de Cleidson Augusto Cruz, CEO da Taunsa

Felipe Szpak / Ag. Corinthians

O presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, sempre procura ressaltar que o clube é uma vítima na situação envolvendo a falta de pagamento da Taunsa, na parceria que viabilizaria a contratação do meia Paulinho, no fim do ano passado.

E essa afirmação vai além do prejuízo financeiro, que, a princípio, tem sido contornado pela diretoria corintiana. Mas também afeta no processo de profissionalização de gestão que o clube tem passado desde que Duílio assumiu, em janeiro do ano passado, bem como a mensagem que o Timão quer passar com isso.

Nos últimos anos, o clube alvinegro havia ganho fama de mau pagador, com dívidas a curto prazo que ultrapassam R$ 500 milhões e um prejuízo total que chegou próximo a R$ 1 bilhão – vale destacar que no primeiro ano da atual gestão a dívida foi reduzida em 4%, além da apresentação de superavit em 2022.

Sair da condição de devedor para o de instituição a quem se deve, pelo menos nesse momento, poderia soar como sinal de que as coisas têm mudado de rumo no Timão, mas não é isso que acontece.

Mesmo como cobrador da dívida, o clube segue tendo as suas. E agora, além de trabalhar diariamente para saná-las, o Corinthians precisa gastar energia pleiteando um valor que é dele de direito e já poderia estar em caixa para auxiliar o time.

Outra situação que o ‘calote’ sofrido pela Taunsa acarreta ao Corinthians é um problema de confiança para com o torcedor, que tende a desconfiar de todo e qualquer acordo e parceria que a atual gestão fizer daqui para frente. Essa condição é algo que, a princípio, pode não soar como tão importante, mas é frustrante não ver o seu próprio torcedor abraçar com confiança uma ideia promocional para o clube.

Mais um ponto que a situação envolvendo a Taunsa é prejudicial ao Timão é o fato da relação ter sido costurada através de uma ligação do CEO da empresa com pessoas próximas a família Monteiro Alves, sendo com a dupla os primeiros contatos sendo diretamente com o presidente Duílio e o secretário-geral Adriano, irmão do atual mandatário corintiano.

O Corinthians possui parcerias com empresas de consultoria e gestão financeira, mas, mesmo assim, não houve sinal de que o acordo com a empresa de agronegócios poderia ser um tiro no pé para o clube alvinegro.

O fato é que o Corinthians tem corrido atrás do prejuízo, na acepção do termo. A ideia é buscá-lo e transformá-lo em lucro. O Timão tem depositado a sua confiança no corpo jurídico do clube, que buscará mecanismos judiciais para conseguir, pelo menos, os R$ 18 milhões acordados da parceria.

Houve uma tentativa da Taunsa, nos últimos dias, de pagamento parcelado do valor ao clube alvinegro, mas o Alvinegro do Parque São Jorge, que está com a confiança ferida com a empresa, não aceitou.

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