Paulo Pelaipe diz ter sido traído no Flamengo e comenta saída do clube: 'Faltou respeito'

Após os títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2019, o gerente de futebol tinha a renovação encaminhada, mas acabou deixando o clube em janeiro

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A opção de não renovar o contrato de Paulo Pelaipe, então gerente de futebol do Flamengo, fez os bastidores da Gávea esquentarem em janeiro de 2020, semanas após as conquistas do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. Na época, o presidente Rodolfo Landim reforçou que foi uma decisão própria, descartando qualquer influência política na tomada da mesma. Em entrevista ao jornalista Jorge Nicola, o diretor, hoje no São Caetano, disse ter sido traído no clube, e classificou como "falta de respeito" o modo como foi desligado.

- Faltou respeito. E eu disse isso para o próprio Marcos (Braz, VP de futebol), que é meu amigo. E o presidente (Rodolfo) Landim que também sempre foi muito correto, pelo menos comigo. Ele tem todo direito de não renovar o contrato do funcionário. O que não precisava era, primeiro caso, eu tinha proposta do mercado, eu tinha mercado para trabalhar em dezembro, esperar até 6 de janeiro para dizer e dizer daquela forma, com um e-mail, não precisava ter isso. Então, acho que faltou respeito - afirmou Paulo Pelaipe, que foi comunicado que não teria o seu contrato renovado em 6 de janeiro de 2020.

Na conversa com Jorge Nicola, Paulo Pelaipe foi questionado se ainda mantinha contato com ex-companheiros do clube. O ex-gerente era muito próximo de Marcos Braz, que foi quem o trouxe de volta ao futebol do Flamengo após a eleição de Rodolfo Landim, em dezembro. Foi, então, que Pelaipe afirmou ter sido traído por Gabriel Skinner, supervisor do clube.

- Com o Bruno [Spindel], ainda hoje troquei WhatsZap e também com o Marcos Braz. Todo mundo sabe no Flamengo que eu fui traído pelo supervisor de futebol do Flamengo, que queria o meu lugar lá. Todo mundo sabe no Rio de Janeiro, todo mundo do futebol sabe que eu fui traído pelo supervisor de futebol do Flamengo, que é primo de um vice-presidente e que queria o meu lugar. Foi isto que acontceu, por isto que eu saí do Flamengo - comentou Pelaipe, antes de completar:

- É o Gabriel Skinner, ele me boicotava lá, e ele é primo do BAP e conseguiu atingir os objetivos.

BAP, a quem Pelaipe se refere, é o Luiz Eduardo Baptista, VP de Relações Exteriores do Flamengo e nome importante na gestão de Rodolfo Landim. Em janeiro, após a decisão pela saída do então gerente de futebol, foi noticiado que a opção de Landim foi influenciada por BAP, que negou - assim como o mandatário.

Depois da saída de Pelaipe, não foi contratado - ou promovido - nenhum profissional para o cargo de gerente de futebol. Contudo, Pelaipe indicou que Skinner, quem o teria traído, assumiu suas funções no departamento de futebol.

- Depois que eu saí não entrou ninguém, então, ele fica de supervisor, ele fica meio, entendeu? - comentou, antes de seguir:

- Mas esta é a realidade. Acho que está bem respondido, está bem claro, foi isto que aconteceu, uma decisão que eu tenho que respeitar, que é uma decisão política, que um vice-presidente quis botar o seu primo no meu lugar, e o Marcos [Braz] talvez não tenha deixado ainda. É a verdade, fui boicotado por um supervisor que era mais forte do que eu porque é primo de um vice-presidente que é forte no clube, acabou, ponto - finalizou.