Futebol Números mostram evolução do Flamengo com Arão de zagueiro

Números mostram evolução do Flamengo com Arão de zagueiro

Improvisação de camisa 5 na defesa mostra-se como ponto-chave para crescimento do Flamengo sob o comando de Rogério Ceni

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No futebol, uma decisão é capaz de mudar os rumos de uma trajetória e ter um impacto enorme no desfecho do trabalho- seja positivo, seja negativo. Com Rogério Ceni, o ponto-chave para o time arrancar para o título do Brasileirão pode ter sido a improvisação de Willian Arão como zagueiro, tendência que o treinador indica manter após a primeira partida da equipe principal em 2021.

A mudança teve início no jogo contra o Palmeiras, pela 31ª rodada do Brasileiro. Com a vitória em Brasília, o Rubro-Negro subiu para a terceira posição e embalou uma sequência de cinco vitórias, dois empates e duas derrotas até o Octa. Somado ao jogo contra o Bangu, são 10 partidas - sendo que em duas Willian Arão foi baixa, por lesão, nas quais o aproveitamento do Flamengo aumentou expressivamente, conforme os números do "Foostats" destacam.

A melhora no aproveitamento (de 49% para 79% dos pontos), o aumento nas interceptações e desarmes do time (62% e 37%, respectivamente), e a queda nos gols sofridos, em 36% - conforme destacados pelo "Footstats" -, contudo, não podem ser colocados na conta apenas do, agora zagueiro, Willian Arão - que agrega com senso de cobertura, velocidade e posicionamento na bola áerea. A improvisação do meia deu a Ceni a chance formar novo meio- campo.

Mesmo sem volantes de marcação de origem, o setor formado por Diego, Gerson, Everton Ribeiro e Arrascaeta, o meio de campo encontrou uma dinâmica mais próxima àquela que caracterizou a equipe de Jorge Jesus. Ao controlar a posse de bola e dominar as ações ofensivas na maior parte dos jogos, o time de Ceni, por sua vez, também minimiza os riscos defensivos.

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