Mário Gobbi entra na briga para voltar à presidência do Corinthians

Ex-cartola do Timão afirmou que está disposto a concorrer nas eleições deste ano para acabar com a politicagem no clube e fazer uma gestão financeira 

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Presidente do Corinthians no ano em que o clube conquistou a Copa Libertadores e o bicampeonato Mundial de Clubes da Fifa, o delegado Mário Gobbi está disposto a reassumir o cargo no Parque São Jorge. Na noite da última segunda-feira, o cartola participou de uma live organizada pela oposição e afirmou que disputará as eleições no Timão ao fim deste ano.

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- Faz alguns meses que me pedem para voltar. Eu consultei duas pessoas que achava que poderiam ser presidentes, ambas não podem. Então, me pediram para eu ser. Além do pedido de sócios e conselheiros. Eu falei: 'vamos ouvir pessoas e montar uma equipe técnica que nos dê segurança da viabilidade de uma gestão profissional nas áreas técnicas'. Contratar profissionais, ouvi-los antes, fazer uma seleção, que nos digam saídas para a solução do Corinthians. E estamos fazendo isso desde janeiro - afirmou Gobbi.

O ex-presidente do Alvinegro esteve em uma roda de conversa organizada pelo 'Movimento Corinthians Grande' - uma das principais articulações de oposição no clube. Gobbi falou ao lado de Felipe Ezabella, candidato derrotado nas últimas eleições, e também de Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo. O bate-papo foi intermediado pelo jornalista André Ranieri.

Um dos principais pontos debatidos pela mesa foi a formação da diretoria nos últimos anos e a entrega de cargos-chave com interesses políticos. Na opinião de Gobbi e Ezabella, o clube vem sendo vítima desta prática nos últimos anos. Por isso, o Alvinegro se viu endividado e foi ultrapassado esportivamente pelos seus rivais, sobretudo o Flamengo. A proposta da nova chapa formada é resgatar a credibilidade do Alvinegro no mercado.



- O Corinthians não comporta mais gestão política. Precisa de gestão técnica. Tenho experiência da gestão passada. Tive problemas com diretores. Perdi tempo apaziguando diretores. Se dou o cargo para três líderes de três grupos diferentes, no dia seguinte da posse, vai ficar insuportável controlar os três. O Corinthians não aguenta mais isso. Está numa hemorragia política. Aceito voltar. Não pertenço a grupo político nenhum. Venho para apaziguar. Quero fazer uma gestão financeira. Dar credibilidade para o clube. Sem política - pontuou o ex-presidente e agora candidato ao poder no Corinthians.

As eleições no Parque São Jorge acontecem no fim do mês de novembro. Atual presidente do Corinthians, Andrés Sanchez afirmou que não pretende disputar a reeleição. A chapa 'Renovação e Transparência' - vencedora na última votação - deve lançar Duílio Monteiro Alves, atual diretor de futebol. Apesar disto, os maus resultados do clube nos últimos e o aumento da dívida podem fazer o cartola repensar a ideia.

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