Marinho critica presidente do Santos e fala em quatro meses de salários atrasados; Peres responde

Em rede social, atacante do Peixe reabateu questionamentos de torcedores sobre a sua postura em meio as negociações com a diretoria santista

Lance

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Um dos principais personagens do elenco do Santos na polêmica envolvendo as divergências entre atletas e diretoria quanto as reduções salariais durante a pandemia do novo coronavírus, o atacante Marinho tirou o dia para responder críticas de torcedores em suas redes sociais.

Em um dos comentários, o atleta afirmou que está chateado com a postura do presidente do clube, José Carlos Peres, principalmente em declarações à imprensa, e citou que há quatro meses não recebe salários.

– Tem coisas que não vale a pena ficar se desgastando, com notícia sempre chata. Vivo sem salário do clube há quatro meses, não vim expor. Fiquei chateado como ele (Peres) se pronunciou pra imprensa, sendo que já estava feito o acordo – respondeu a um seguidor no Instagram.

Procurado pela reportagem, Peres não quis entrar em detalhes sobre o comentário de Marinho e defendeu-se dizendo que tem trabalhado para um acordo com os jogadores.

– Estamos em meio de uma calamidade pública e muitas coisas para resolver. Momento é de paz, reflexões, de criatividade e muitas orações para sairmos deste terrível vírus que colocou o mundo de joelhos. Guerra e ódio não será apropriado quando centenas de pessoas diariamente estão perdendo suas vidas. Vamos todos trabalharmos juntos para um denominador comum – afirmou com exclusividade ao LANCE!.

O presidente santista não entrou em detalhes sobre a acusação de não recebimento de salários. No entanto, pessoas ligadas diretamente ao administrativo do clube negaram a informação. Elas afirmam que os salários anteriores a abril foram pagos integralmente.

Vale ressaltar que os ganhos dos atletas não referem-se apenas ao pagamento em carteira (CLT), mas, também, os direitos de imagem, considerado acordo de cunho civil. No Santos, boa parte dos jogadores recebem esse valor trimestralmente. No entanto, o clube possui pendências referentes a este pagamento com alguns.

O artigo 31 da Lei Pelé dispõe que, caso provado o não pagamento de salários ou direitos de imagem por três meses ou mais, o atleta pode solicitar a rescisão indireta do contrato. Contudo, em dos comentários Marinho afirmou que permanece no Peixe por respeito e por gostar da instituição.