Futebol Juíza arquiva caso de suposto estupro cometido por Robson Bambu, do Corinthians

Juíza arquiva caso de suposto estupro cometido por Robson Bambu, do Corinthians

Paloma Moreira de Assis Carvalho, do Tribunal de Justiça de São Paulo, acatou a decisão do MP, encerrando o caso envolvendo o zagueiro do Timão e o seu amigo

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A juíza Paloma Moreira de Assis Carvalho, do Foro Central Criminal da Barra Funda do Tribunal de Justiça de São Paulo, acatou a decisão do Ministério Público, e arquivou o caso do suposto estupro envolvendo Robson Bambu, do Corinthians. O defensor do Timão e o seu amigo, Wellington Ferreira Barros, conhecido como Pezinho, eram acusados de estupro de vulnerável.

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- Nos termos da manifestação do representante do Ministério Público, feitas as devidas anotações e comunicações, homologo o pedido de arquivamento destes autos de inquérito policial, sem prejuízo do reexame da matéria, nos termos do disposto no artigo 18 do Código de Processo Penal - sustentou Paloma em sua decisão.

Na segunda-feira (16), o promotor do caso, Márcio Takeshi Nakada, justificou o pedido de arquivamento do caso pelo Ministério Público afirmando que não houve indícios suficientes nem justa causa para a deflagração de ação penal contra o atleta e seu amigo.

Com a decisão da juíza, o caso está encerrado. Robson Bambu trabalha normalmente com o resto do elenco alvinegro. Ele inclusive foi titular no empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, na Bombonera, pela Libertadores.

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Sobre o caso

No dia 3 de fevereiro a ocorrência que associava Robson Bambu ao crime de estupro foi apresentada por uma mulher de 25 anos, que se apresentava como a vítima.

De acordo com a denunciante, ela estava em uma casa noturna, no bairro do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, com uma amiga, e lá conheceram Robson e um amigo do jogador, cujo o apelido é Pezinho.

Ambas então foram para um hotel com a dupla, a suposta vitima com Pezinho, e a amiga dela com Bambu. No local, todos admitiram inicialmente que mantiveram relação sexual de forma consensual. Porém, a suposta vitima mudou a sua versão posteriormente, dizendo que estava inconsciente no momento do ato.

A mulher foi submetida a um exame toxicológico que não apontou substâncias alcoólicas, ainda que ela tenha admitido a ingestão de alguns copos de vodca. O que foi encontrado foi o registro de canabidiol, principal elemento da maconha. A denunciante disse que fumou um vaper (espécie de cigarro eletrônico), mas não sabia se nele havia a droga.

As divergências principais no depoimento, no entanto, apareceram na manhã seguinte do suposto crime, onde a possível vitima afirmou acordar com Robson sobre ela, introduzindo a mão nas partes íntimas dela. Ainda segundo a versão da mulher, Pezinho estava no mesmo local e via tudo com consentimento.

Robson, contudo, nega que isso tenha acontecido. Segundo o jogador, ele, o amigo, a denunciante e a amiga dela chegaram ao hotel por volta das 6h30, foram para os quartos separados e por volta 10h30 acordou, porque precisava visitar alguns apartamentos – o jogador havia retornado ao Brasil e acertado com o Corinthians dias antes, e ainda procurava um local para residir em São Paulo.

Após duas tentativas de ligação para o quarto de Pezinho e a suposta vítima, que, de acordo com o zagueiro corintiano, não foram atendidas, ele foi até o cômodo, a mulher estava deitada e se irritou ao saber que já era perto das 11h, pois ela tinha um compromisso comercial e havia perdido o horário.

Contudo, de acordo com o Bambu, a confusão começou minutos depois, no quarto do jogador, quando a suposta vitima se exaltou, queria jogar água na amiga para acordar, e foi impedida.

No depoimento, Pelezinho, amigo de Robson Bambu, admitiu que ofereceu ajuda à denunciante, por conta do valor do dia de trabalho perdido, mas que ela teria dito para ele que gostaria de uma boa quantia de dinheiro.

O caso, então, foi levado à justiça pela mulher. O Ministério Público solicitou o arquivamento do inquérito, e a juíza Paloma Moreira de Assis Carvalho, do Foro Central Criminal da Barra Funda do Tribunal de Justiça de São Paulo, acatou a decisão.

Tanto o clube como o jogador não se posicionaram após a conclusão. Caso uma das partes emita uma nota sobre o assunto, a matéria será atualizada.

Robson Bambu segue treinando e sendo relacionado para partidas normalmente. Até aqui, o jogador tem cinco jogos disputados pelo Timão.

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