Gestor do Santos explica investimentos que não deram certo

Para Matheus Rodrigues, contratações de Cueva e Uribe partiram de pedidos do ex-treinador, Jorge Sampaoli: 'Não foram meros atos da gestão'

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2020 marca o último ano de mandato da atual gestão do Santos (com possibilidade de reeleição por mais um triênio). Entre os investimentos para o futebol que não deram certo, estão atletas como Cueva e Uribe.

Membro do Comitê de Gestão, colegiado que, junto ao presidente José Carlos Peres, tomam as decisões do Peixe, Matheus Rodrigues justificou alguns desses erros, atribuindo-os a pedidos insistentes do ex-treinador santista, Jorge Sampaoli, que atualmente comanda o Atlético-MG.

– Eu vivi do primeiro ao último dia do Jorge Sampaoli no cube. Existiu, sim, uma lista, via WhatsApp. Uribe foi pedido, sim, pelo Sampaoli. Tenho mensagens em espanhol. Eu vi quando ele pediu Evandro, Cueva, Uribe – disse em live com o jornalista Fellipe Camargo.

– Todos os atletas que vieram pelo Santos passaram por um filtro e foram pedidos pela comissão técnica. Nenhuma “loucura” ou “não loucura” foi feita simplesmente por um meto ato da gestão – completou.

Matheus, inclusive, pontuou uma chateação com o técnico que, de acordo com o gestor, “escanteou” Cueva por desentendimentos pessoais.

– Havia uma lista de meias e o Cueva não era a primeira nem a última opção, era o terceiro ou quarto da lista. E o Cueva me reclamou que a partir do momento que teve o primeiro atrito com Sampaoli ele não jogou mais. Disse que tentou falar com Sampaoli, que dizia para ele ir treinando. O Cueva me disse que a partir do momento que o Sampaoli o desse oportunidade de jogar três a quatro jogos seguidos e ele pudesse mostrar que gostaria de ser ídolo no Santos… aí chegou um certo momento que ele jogou a bandeira, já pro final do campeonato – comentou.

No entanto, Rodrigues afirma que os gestores não acataram todos os pedidos do técnico argentino e apontou a exigência do profissional como fator que impulsionou algumas melhoras estruturais promovidas pela diretoria.

– Tudo com limite. Tem a ver com coisas em relação a estrutura que fizemos pelo Sampaoli e pelo elenco. Demos uma melhorada na estrutura do CT, sala de análise de desempenho, que hoje é referência, DM que nós mexemos, à época foi uma grande crítica, porque estiam bons profissionais, mas da Baixada, e ano passado fomos eleitos o melhor DM entre as séries A e B, reforma do gramado do CT, estrutura, academia – pontuou

Sob o comando de Sampaoli o Santos foi vice-campeão brasileiro em 2019, com a melhor pontuação do clube na era dos pontos corridos, superior, inclusive, a 2004, quando foi campeão. No total, foram 63 jogos, 35 vitórias, 13 empates e 15 derrotas na última temporada.