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Explosão de Fernando Diniz contra não resolve os problemas do Fluminense presentes em 2024

Tricolor tem duas semanas e meia para se preparar para a estreia na Libertadores

Futebol|

Lance
Lance Lance (Lance)

Técnico do Fluminense, Fernando Diniz fez um forte desabafo contra as críticas e contra "falsos tricolores" por conta das contestações feitas neste início de temporada. No entanto, essa explosão do comandante não resolve os problemas da equipe em campo.

Embora o Time de Guerreiros tenha feito uma partida melhor contra o Flamengo no jogo de volta da semifinal em relação ao duelo da semana passada, o Tricolor não tinha nada a perder. Por outro lado, o Rubro-Negro jogava com o regulamento debaixo do braço. E a verdade é que não sofreu.

Em 14 finalizações, o Fluminense acertou uma bola no travessão, mas nenhuma na direção do gol defendido por Rossi. Fernando Diniz elogiou a mudança de postura do time, mas ainda é pouco, uma vez que a equipe não conseguiu marcar um gol no adversário desde que Tite assumiu. E foram quatro oportunidades.

O técnico estava irritado com os questionamentos da imprensa em relação a entrada de Renato Augusto e Ganso juntos na semana anterior. Qual o erro em contestar? Parte dos torcedores também criticou a escalação e cabia ao treinador dar uma explicação plausível. Embora a derrota, principalmente da maneira como foi, não possa ser justificada apenas por esse aspecto.

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O Fluminense não poderia contar com André, que havia sido expulso contra o Botafogo, mas que é um atleta com características mais defensivas. E Fernando Diniz decidiu colocar Renato Augusto, que é um jogador que sempre atuou como um armador. Era o momento de ser ousado no jogo de ida? Não era melhor ser um pouco mais conservador? Não há problema em perguntar. E em responder.

O treinador comparou a situação do jogo de ida com a ousadia por ter colocado Marquinhos na lateral na partida de volta. Mas o camisa 77 pouco acrescentou e não mudou o panorama do confronto. A presença do ponta ou de Guga em nada alteraria o resultado de um jogo sonolento entre uma equipe que tinha o resultado na mão por conta da ida contra um time que seguiu com dificuldades em criar.

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A irritação do técnico não resolve os problemas em campo, que precisam ser solucionados nas próximas duas semanas e meia para a estreia da Libertadores. Não haverá mais desculpas relacionadas a questão física dos atletas, que iniciaram a temporada apenas no dia 25 de janeiro, mas que terão tempo para se preparar para as próximas competições.

Foram muitas contratações que precisam entender o modelo tático de Fernando Diniz, que é muito diferente do que a maioria dos jogadores se depara ao longo de suas carreiras. Mas não há mais tempo, uma vez que a Libertadores é o próximo compromisso do Tricolor, além do Brasileirão e Copa do Brasil que estão se aproximando.

Ser resultadista é passar a ideia de que está tudo bem com o Fluminense por ter ganho de forma sofrida a Recopa contra uma equipe muito limitada, como é a LDU, e ter sido eliminado por um grande rival na semifinal do Campeonato Carioca. Mas dos sete compromissos mais importantes na temporada (cinco clássicos e as decisões continentais), o Tricolor soma uma vitória, dois empates e cinco derrotas, o que representa um aproveitamento de 23,8%. E é isso que os torcedores querem que mude.

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