Futebol Empresas cobram R$ 330 milhões do Cruzeiro por rescisão de Dedé

Empresas cobram R$ 330 milhões do Cruzeiro por rescisão de Dedé

Um grupo de empresários notificaram a Raposa da ação — a maior da história do futebol brasileiro — nesta quinta-feira (5)

Lance
Crise sem fim no Cruzeiro: empresários cobram R$ 330 milhões por rescisão de Dedé

Crise sem fim no Cruzeiro: empresários cobram R$ 330 milhões por rescisão de Dedé

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A crise no Cruzeiro acaba de ganhar mais um capítulo dramático. O clube foi notificado extrajudicialmente pelo Grupo DIS e a GT Sports — empresas que atuam no futebol representando atletas, entre outros negócios dentro do esporte — em ação referente ao término do contrato do zagueiro Dedé, de 33 anos. 

O defensor não possui mais vínculo com a Raposa, mas vestiu as cores da equipe mineira por quase oito anos. A saída do jogador foi motivo de longa batalha judicial e os empresários cobram R$ 330 milhões referentes à cláuscula indenizatória do contrato de Dedé. 

O Cruzeiro e o zagueiro Dedé não possuem mais vínculo, depois de quase oito anos de contrato entre o jogador e a Raposa. Mas, mesmo com a saída do jogador do clube mineiro, após uma longa batalha judicial, a equipe celeste ainda terá problemas a resolver em relação ao término do contrato do defensor, de 33 anos.

O clube azul foi notificado, extrajudicialmente pelo Grupo DIS ea GT Sports, que atuam no futebol representando atletas entre outros negócios do esporte, além de além de Marcos Vinícius Secundino e Giscard Salton, empresários, a pagar R$ 330 milhões referente à cláusula indenizatória do contrato de Dedé.

A cobrança é a maior em um processo contra um clube brasileiro na história. O Grupo DIS e da GT Sports ajudaram o clube mineiro a trazer Dedé, então no Vasco, em 2013, para jogar na Raposa.

Os empresários deram prazo de até cinco dias para o Cruzeiro realizar o pagamento do valor antes que haja um processo judicial para que o clube quite o montante. Em 2013, Dedé custou R$ 7,758 milhões, que foram pagos ao Vasco. Os direitos do atleta foram divididos da seguinte forma: 97% dos direitos econômicos ficariam com o grupo DIS e os outros 3% restantes ao clube Villa Rio, quando a FIFA ainda permitia que terceiros poderiam ter participação nos direitos de jogadores. O Cruzeiro nunca teve participação nos percentuais ligados ao zagueiro.

Uma nova composição foi feita, com os direitos econômicos de Dedé sendo redivididos: 51,91% ficaram com o DIS, 6,5% para a GT Sports Assessoria, 30,5% com Marcos Vinícius Sánchez Secundino e 11,09% com o empresário Giscard Salton, que repassou o direito à EAS Agência de Atletas Ltda, da qual é sócio.

O Cruzeiro não tinha direitos sobre o jogador, mas uma obrigação contratual segundo as empresas que cobram o clube: em caso de rescisão antecipada e unilateral do contrato, ou se Dedé conseguisse a rescisão indireta do vínculo na Justiça, o Cruzeiro seria obrigado a pagar os R$ 330 milhões por causa de uma cláusula indenizatória esportiva.

Por este acordo que o grupo de empresários notificaram o Cruzeiro, que tinha ciência do contrato, como consta no no relatório da Kroll, encomendado pelo clube, para auditar a situação da Raposa e ajudar a Polícia Civil nas investigações de irregularidades no clube.

Segundo a defesa dos empresários e o relatório da Kroll, o acordo valeria mesmo com Dedé e o Cruzeiro renovando o vínculo, como ocorreu até 2018, última renovação do jogador com a equipe azul. O Cruzeiro ainda não se manifestou sobre o assunto.

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