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Em um ano, Andrés bate recorde de troca de técnicos no Corinthians

De volta ao clube em 2018, presidente iguala número de mudanças de todo gestão passada, de 2007 a 2011. Ele tem acerto para retorno de Carille

Futebol|Do R7

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Andrés Sanchez, presidente do Corinthians
Andrés Sanchez, presidente do Corinthians

O presidente Andrés Sanchez costuma sustentar que não é favorável à troca de treinadores e seu histórico no Corinthians mostra isso.

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Neste ano, no entanto, houve uma mudança considerável nesta postura. Com a demissão de Jair Ventura e a iminente chegada de Fábio Carille, o dirigente terá feito três trocas de comando nesta temporada de retorno ao clube. É um recorde, pois iguala o total de mudanças de sua gestão passada, que teve dois mandatos de 2007 a 2011.

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O Corinthians começou o ano com Carille, que saiu para o Al-Wehda, da Arábia Saudita, e fez com que a diretoria efetivasse Osmar Loss. O auxiliar, porém, durou pouco. Caiu após resultados ruins no Campeonato Brasileiro e abriu espaço para a chegada de Jair Ventura, demitido na última segunda-feira após brigar contra o rebaixamento no nacional. Prestes a ser anunciado, Carille fecha a terceira troca de comando no primeiro ano da nova gestão Andrés. Cenário bem diferente da outra passagem do dirigente.

Primeira gestão

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Andrés foi eleito presidente do Corinthians pela primeira vez em outubro de 2007. Na época, o time era dirigido por Nelsinho Baptista e brigava contra o rebaixamento no Brasileiro. A queda não pôde ser evitada. Logo após o fatídico jogo do rebaixamento contra o Grêmio, em Porto Alegre, o dirigente disse que quem quisesse rir do clube, aproveitasse o momento, pois não iria rir mais. Ali, ele iniciava uma das eras mais vencedoras da história do Corinthians, pautada na manutenção de treinadores a longo prazo.

Para comandar o time na Série B e tocar o projeto da retomada, Andrés contratou Mano Menezes e só foi perdê-lo em 2010. Forçado. Mano saiu para assumir a Seleção Brasileira no lugar de Dunga.

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Troca de treinadores

Para o lugar do gaúcho, Andrés contratou Adilson Baptista, que vinha de bom trabalho no Cruzeiro. O objetivo era ser campeão brasileiro, já que o Timão brigava com o próprio clube mineiro e o Fluminense. No entanto, Adilson fracassou e caiu pouco tempo depois após uma sequência de maus resultados. Viria, então, a terceira, última e mais importante troca de comando na era Andrés.

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Para substituir Adilson, um outro gaúcho, aquele que se tornaria um dos maiores comandantes da história do clube: Tite. De volta ao Corinthians após uma passagem fracassada em 2005, o atual técnico da Seleção Brasileira deu continuidade ao projeto que faria o Timão conquistar tudo, inclusive a tão sonhada Libertadores.

Mas o começo não foi fácil e a postura de Andrés de não mudar de treinador foi determinante para que a história do treinador não fosse interrompida. No início de 2011, o Corinthians foi eliminado da fase preliminar da Libertadores pelo modesto Tolima, da Colômbia. A derrota vergonhosa deixou o treinador por um fio, mas ele foi bancado por Andrés. Resultado: no mesmo ano, foi campeão brasileiro e, no ano seguinte, veio a Libertadores e o Mundial.

Corinthians pós-Andrés

Andrés largou a presidência do Corinthians ainda em fevereiro de 2011, para dar lugar a seu diretor Mário Gobbi, mas o clube seguiu com a filosofia de trocar pouco de treinador. Dos grandes, é dos que menos mudou nos últimos anos. Desde 2008 até o início de 2018, o clube havia tido apenas seis treinadores: Mano (duas vezes), Adilson Baptista, Tite (duas vezes), Oswaldo de Oliveira, Cristóvão Borges e Fábio Carille. Sendo que desses, apenas Adilson, Oswaldo e Cristóvão foram demitidos. Este ano, por outro lado, o clube já demitiu Loss e Jair Ventura.

Andrés tem mandato até novembro de 2020. Como a ideia é fechar um contrato de dois anos com Carille, até dezembro de 2020, é possível que essa seja a última mudança de comando de sua gestão. Isso se for levado em conta o passado e não o momento do dirigente.

Técnicos do Corinthians desde 2007, com cada presidente

Com Andrés

​Nelsinho Baptista (2007)

Mano Menezes (2008-2010)

​Adilson Baptista (2010)

Tite (2010-2011)

Com Mário Gobbi

Tite (2011-2013)

Mano Menezes (2014)

Tite (2015)

Com Roberto de Andrade

Tite (2015-2016)

​Cristóvão Borges (2016)

Oswaldo de Oliveira (2016)

​Fábio Carille (2017)

Com Andrés em 2018

Fábio Carille

Osmar Loss

Jair Ventura

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