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“Ele tem um temor muito grande pela vida dele”, diz advogado de torcedor do Flamengo que foi acusado pela morte de Gabriela Anelli, torcedora do Palmeiras

Rubro-negro preso pela morte de torcedora do Palmeiras foi liberado; Lance! ouviu a defesa

Futebol|

O Lance! entrevistou com exclusividade Renan Bohus, advogado de Leonardo Felipe Xavier Santiago, torcedor do Flamengo preso no último sábado (8), acusado pela morte de Gabriela Anelli, torcedora do Palmeiras. No caso em questão, o rubro-negro foi detido como suspeito de ter atirado a garrafa que atingiu a jovem.

O caso ocorreu logo momentos antes de a bola rolar para Flamengo e Palmeiras, nos arredores do Allianz Parque. A entrevista foi concedida logo após o torcedor rubro-negro ter sido solto por determinação da justiça de São Paulo, que acatou o pedido do Ministério Público do estado, diante da alegação de não ter sido Leonardo o autor do arremesso da garrafa que atingiu a vítima.

De acordo com o advogado, os depoimentos relatam que a confusão começou depois que um ônibus com torcedores do Flamengo se aproximou do local. Segundo ele, um tapume havia sido colocado para separar as torcidas, mas não havia a presença de policiais para garantir a segurança dos torcedores. Renan Bohus afirma que os relatos indicam que torcedores palmeirenses teriam invadido a área reservada para os flamenguistas e, logo em seguida, se retiraram. Mas, segundo o advogado, a confusão já estava estabelecida e foi neste momento que Gabriela teria sido atingida.

- Com a aglomeração, houve o início das provocações com os arremessos das garrafas. A torcida do Palmeiras, então, invadiu o local, retornando, logo em seguida. Nesse momento houve a fatalidade -, afirma Bohus. 

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+ Advogados de flamenguista preso por morte de palmeirense reafirmam que cliente não arremessou garrafa

O representante da defesa de Leonardo Felipe também disse discordar do pedido do Ministério Público de São Paulo, para que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assuma o caso, no lugar da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade). Segundo o promotor Rogério Leão Zagallo, a Drade não teria mais credibilidade para investigar o ocorrido. Mas, para o Renan Bohus, este fato não deveria ser desvinculado da esfera esportiva.

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- A vontade da defesa é que o inquérito permanecesse na delegacia especializada em delitos de intolerância esportiva. O contexto de homicídio envolvendo torcedores e o contexto de homicídio de uma pessoa comum são completamente diferentes -, diz o advogado. 

Renan Bohus ratifica que Leonardo Felipe alega ter arremessado apenas gelo na torcida palmeirense.

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- Eu questionei ele por diversas vezes. “Você tem certeza que você não arremessou? Às vezes, você não lembra. Porque se você arremessou e eu pedir uma imagem, isso vai te comprometer. Você vai passar o resto da sua vida na cadeia". Ele falou que eu podia procurar qualquer imagem que em nenhum momento ele jogava uma garrafa.

O advogado conta, ainda, que há depoimentos de torcedores palmeirenses ressaltando a ausência de policiais no local.

- Vou relatar algo que está no inquérito. Um presidente de uma das torcidas organizadas do Palmeiras conta que eles estavam no local com bandeiras, fazendo churrasco e que eles estavam vendo a torcida do Flamengo, do outro lado, sem nenhuma barreira. Ele diz que o tapume só foi colocado quando um ônibus chegou com mais torcedores rubro-negros. Mas que em nenhum momento tinha polícia no local. 

O Lance! tentou falar com Leonardo Felipe. Mas, de acordo com sua defesa, o torcedor está com medo. 

- Ele não quer falar. Ele tem um temor muito grande pela vida dele, por conta de ter morrido uma torcedora rival. Ele não quer se expor.

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