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Futebol Dos títulos à queda: desgaste interno, desfalques e ausência de reforços minam trabalho de Ceni no Flamengo

Dos títulos à queda: desgaste interno, desfalques e ausência de reforços minam trabalho de Ceni no Flamengo

Sem nunca conquistar a confiança da torcida, treinador foi demitido na madrugada deste sábado e deixa o comando do Flamengo com quase 60% de aproveitamento

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A passagem de Rogério Ceni pelo Flamengo durou exatos oito meses. Contratado em 10 de novembro de 2020, o treinador não resistiu à pressão e foi demitido na madrugada deste sábado. Mesmo com três títulos conquistados, ele nunca se tornou unanimidade entre torcida e diretoria e sofria um processo de desgaste interno nas últimas semanas, intensificado pelos maus resultados, desfalques e ausência de reforços. Renato Gaúcho é o nome mais cotado para assumir a comissão técnica rubro-negra.

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As horas que antecederam a demissão de Rogério Ceni foram marcadas por episódios que ilustram o momento conturbado. De manhã, um documento interno saiu na mídia e levantou questionamentos sobre o trabalho do departamento de análise do clube. Em seguida, um áudio do analista de mercado Roberto Drummond vazou nas redes com duras críticas ao treinador. O funcionário foi demitido ainda na noite de sexta-feira. Entenda aqui o áudio vazado que ajudou na queda de Ceni.

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O desgaste, no entanto, não é recente e ocorre desde o início do ano. Fontes internas garantem que Ceni sempre teve um comportamento mais introspectivo e só se soltava com a própria comissão técnica. Os títulos deram um gás ao trabalho do treinador, mas não solucionou esse problema. A postura criou um distanciamento, que se tornou ainda maior depois dos maus resultados recentes.

Rogério Ceni também tinha suas insatisfações e não se sentia respaldado pela diretoria. O silêncio dos dirigentes mesmo diante de conflitos que vieram a público aumentaram o incômodo. Além disso, a falta de reforços no período em que o clube teve muitos desfalques pela Copa América também pesaram para aumentar o desgaste. Isla, Piris da Motta, Arrascaeta, Everton Ribeiro e Gabigol participaram da competição continental.

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Rogério Ceni

Rogério Ceni

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Ceni deixa o Flamengo após 45 jogos (Van Campos/OFotográfico)

Rogério Ceni deixa o Flamengo com três títulos conquistados em cinco possíveis. Os únicos que o treinador não conquistou foram a Copa do Brasil e a Libertadores de 2020. Em termos de aproveitamento, ele teve a sexta melhor passagem pelo Rubro-Negro nos últimos 10 anos.

Números de Rogério Ceni pelo Flamengo:

- 45 jogos
- 23 vitórias
- 11 empates
- 11 derrotas
- 59,3% de aproveitamento
- 86 gols marcados
- 55 gols sofridos
- 3 títulos (Brasileiro, Supercopa do Brasil e Carioca)

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