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Diretoria do Corinthians vê legado no trabalho de Luxa, mas isso não é o suficiente para evitar possível demissão

Trabalho com garotos é considerado positivo, mas ausência de bons resultados coloca grande pressão para a continuidade...

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Os maus resultados recentes são os motivos do fantasma da demissão rondar Luxa no Corinthians. Ainda assim, mesmo se a situação ficar insustentável e o treinador for dispensado nos próximos dias, o trabalho dele não será considerado em vão. A diretoria do clube alvinegro vê a aposta em alguns garotos como algo muito importante feito pelo técnico. 

Há quem acredite que nenhum outro técnico conseguisse trabalhar tão bem a entrada de revelações como Luxemburgo. O principal exemplo foi a entrada do volante Gabriel Moscardo. Com dificuldades em firmar um atleta na posição, o comandante corintiano ficou encantado com o que viu do camisa 44 nos treinos antes do jogo contra o Liverpool, do Uruguai, pela Libertadores, e também nos minutos em que colocou o atleta em campo pela competição continental. Isso foi o suficiente para credenciá-lo como titular nos jogos seguintes, já com o time principal - entre eles em um confronto de quarta de final da Copa do Brasil, contra o América-MG. 

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Outra herança do treinador no Timão é o meia Ruan Oliveira, que era descartado e também se tornou titular nas mãos do ‘pofexô’. Após três anos sem jogar por conta de três cirurgias no joelho, o jogador foi decisivo em partidas em que nem imaginava entrar, com o contrato faltando 15 dias para o encerramento, ganhou uma sobrevida no clube até o fim do ano e deve ser adquirido de forma definitiva, graças a Vanderlei. 

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Outros nomes como o zagueiro Murillo e os atacantes Biro e Wesley ganharam muito mais espaços com o técnico corintiano e, no entendimento da direção, tiveram uma evolução que não seria tão grande se continuassem no ritmo que estavam. De atletas de composição de elenco, eles passaram a ser peças importantes para o grupo.

Esse trabalho com os atletas mais jovens, no entanto, não será o suficiente para evitar uma possível demissão de Luxa no Corinthians em caso de novos placares negativos, principalmente nos próximos dois compromissos, contra o Atlético-MG, pelo Brasileirão, e América-MG, pela Copa do Brasil. 

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Nem mesmo amostras de evolução do time em campo serão capazes de manter o técnico no Timão. A um ponto da zona do rebaixamento, existe internamente um temor muito grande da equipe entrar no Z4, algo que só não aconteceu em três das últimas quatro rodadas por conta de derrotas de outros times. 

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Esse medo está ligado ao momento de intensa pressão vivido pelo clube, com protestos nas arquibancadas e até mesmo episódios com violência, como a recepção do ônibus que levava o elenco corintiano a Santos, há três semanas, e a agressão contra o jogador Luan em um motel, em São Paulo, na última terça-feira (4). O pensamento é que, em meio a esses episódios, se o time entrar no pelotão dos quatro piores será muito difícil de tirar. Essa ideia também é influenciada pela temporada de 2007, quando a equipe foi rebaixada à segunda divisão.

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O prazo limite para Luxemburgo alcançar resultados e evitar a demissão no Corinthians é o dia 15 de julho, quando o Timão enfrentará o América-MG, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. A competição é vista de suma importância pela direção corintiana por dois motivos: é considerada a grande chance de conquistar um título neste ano e também é capaz de recuperar a projeção financeira do clube na temporada, já que as metas no Paulistão (chegar à semifinal) e na Libertadores (alcançar às oitavas de final) não foram atingidas. No torneio nacional, no entanto, o clube alvinegro já superou a expectativa, que era ir até as oitavas de final. E, caso avance à semi, conseguirá repor financeiramente o desfalque com as campanhas frustradas nas competições estadual e continental. 

No entanto, existe a chance de Vanderlei nem chegar ao jogo contra o Coelho, em São Paulo, já que a possibilidade de desligamento em caso de derrota para o Galo neste fim de semana é considerada real, principalmente se o time entrar na zona do rebaixamento. Um revés para a equipe atleticana fora de casa é considerado dentro do normal para a diretoria corintiana, mas o histórico de derrotas pode influenciar - são nove em 17 jogos, com um aproveitamento de 31,3%. E, nesse caso, até mesmo uma atuação considerada boa pode não ser o suficiente para sustentar o emprego de Luxemburgo, diferentemente do que aconteceu contra o América-MG, nesta quarta-feira (5), quando o Timão perdeu jogando bem e isso manteve o profissional no cargo.

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