Diniz explica mudanças no São Paulo e alfineta agente de Igor Gomes

Técnico fez quatro mudanças no São Paulo e conseguiu uma vitória por 1 a 0 sobre o Sport, mesmo que tenha mudado um pouco o estilo de jogo. Wagner Ribeiro recebeu resposta

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Após fazer quatro mudanças na formação titular do São Paulo e vencer o Sport por 1 a 0 na Ilha do Retiro, Fernando Diniz explicou o que pretendia com a formação que mandou a campo e também alfinetou o empresário Wagner Ribeiro, que faz parte do estafe de Igor Gomes, um dos atletas que perderam a posição.

No sábado, Wagner Ribeiro fez uma postagem em seu Instagram criticando o técnico do Tricolor por "coloca o pulmão do time (Igor Gomes) para jogar de ponta e de costas", "colocar o lateral da Seleção Brasileira e ex-Barcelona de meia", "perder o pulso" e "trabalhar o São Paulo como se fosse o Audax".

- O Igor não tem nada a ver com seu empresário, tenho certeza que faço mais pelo Igor que o seu empresário, certeza absoluta - disse Diniz.

Sobre as mudanças, as que mais chamaram a atenção foram na defesa: Arboleda e Bruno Alves, antes consolidados e elogiados na equipe, foram substituídos pelo jovem Diego Costa e pelo lateral-esquerdo Léo, que atuou improvisado. Gabriel Sara e Luciano ganharam as vagas de Liziero e de Igor Gomes.

- Achei que o Diego estava merecendo uma oportunidade, jogou bem contra o Guarani, vinha bem nos treinos. E o Léo é forte, muito rápido, tem uma saída que favorece o jeito que a gente joga. Achei os dois muito bem, o sistema defensivo muito bem. O Sport teve uma bola na trave oriunda de uma saída errada do nosso time. Mas o sistema defensivo não foi bem pelas mudanças, Bruno Alves e Arboleda teriam ido bem. Mudei porque achei que o time teria mais fluidez na saída - explicou.

O São Paulo agora recebe o Athletico-PR, às 19h de quarta-feira, no Morumbi, em jogo adiantado da 11ª rodada. Veja abaixo as outras respostas de Diniz:

Por que Hernanes não entrou?
Hoje, do jeito que estava, não achei que era um jogo para o Hernanes entrar. Ele está cada vez melhor e pode passar a jogar a qualquer momento. Ele está evoluindo, melhorando, em uma sequência de treinos. Aos poucos está tomando a melhor forma.

Abraço de Volpi na comemoração do gol
É sempre muito bom, mas o Volpi me abraça muitas vezes, não é por causa da pressão. Estou mais perto dele. Ele vem, me abraça, é rotina. Tenho uma relação extremamente boa com os jogadores, excelente. Eles sabem que a gente trabalha muito, sabem que erramos muito nessa volta e sabem que precisa melhorar muita coisa.

Postura mais retraída no segundo tempo
O São Paulo não abdicou da partida, o São Paulo marcou muito bem. Qual chance o Sport teve? No segundo tempo, mesmo ficando mais para trás do que de costume, teve momento em que a gente estava muito mais perto de fazer o gol que o Sport.

Marcação alta do Sport ajudou?
É difícil você avaliar, porque a gente fez o gol muito cedo, e um dos motivos foi porque o Sport nos pressionou muito alto. A gente fez uma variação do nosso jogo, com uma bola longa. O Volpi achou o Luciano e saiu o gol. O que dificulta muito jogar aqui é que, pelo campo, o jogo fica muito lento, retém a bola, os jogadores têm dificuldade de deslocamento. Atrapalha para sair jogando. Esse aspecto do campo favoreceu mais a marcação que o Sport do que nosso jeito de jogar. E a equipe se defendeu muito bem, com linha média, linha baixa, não ofereceu nenhuma chance para o Sport com a construção deles.

Evolução?
A tendência é melhorar com a sequência do campeonato, com os ajustes que vamos fazer. A pandemia fez mal a bastante gente, não só no futebol. Existe uma tendência de o campeonato ser mais equilibrado ainda, tem times em diferentes níveis, porque alguns campeonatos voltaram mais cedo. O campeonato deve se igualar no decorrer da competição.

Saída de bola pelo chão
Faz parte da minha história de vida, a gente treina muito para sair jogando. Tem alguns movimentos que quem não acompanha os treinamentos não sabe. Quer queira, quer não, às vezes a gente acha que chutar a bola pela lateral é menos arriscado do que sair jogando, mas o adversário pode colocar a bola na sua área. A gente está mais seguro para sair e a tendência é que melhore cada vez mais com jogos e treinamentos.

Abriu mão de seu estilo de jogo preferido para vencer
Às vezes as pessoas fazem uma distinção do que é ideal. O ideal é ganhar. Quando a gente consegue jogar bem, facilita para vencer. Se a gente tivesse jogado melhor, seria mais fácil. Como não conseguimos, a gente teve que apostar na nossa defesa, como foi contra o Flamengo na minha estreia e contra o Fortaleza. A gente tem que usar quando precisar, porque o objetivo é vencer. Não tem porque fazer um jogo que favoreça ao adversário.

Gabriel Sara titular
Grande jogador, tipo de jogador que combina com meu estilo de jogo, dinâmico, técnico, sempre buscando bom posicionamento para participar do jogo e é ativo na marcação. Tem grande futuro.