Destaque na Série B em 2018, atacante projeta volta ao Brasil

Após passagem conturbada pelo futebol do Irã, Júnior Brandão não vê a hora de retornar aos gramados brasileiros na temporada 2020. Ele pertence ao Ludogorets, da Bulgária

Lance

Lance

Lance

Com nove gols em 18 jogos, o atacante Júnior Brandão foi um dos destaques do Campeonato Brasileiro da Série B em 2018 pelo Atlético-GO. Após vestir a camisa do Goiás e do Ludogorets-BUL, o jogador chegou ao Irã para atuar pelo Persepolis FC. Diante de uma passagem conturbada no continente asiático por conta de revoltas populares no país, Brandão espera retornar ao futebol brasileiro para a temporada de 2020.

- Tenho muita vontade de voltar ao Brasil para estar perto da minha esposa e filho. Esse ano creio que poderia ser melhor aproveitado pelo Goiás e ter maior sequência na Série A. Apesar de ter contrato com o Ludogorets e ter que retornar em Janeiro para lá, penso que seria muito bom estar presente com os meus familiares - disse Júnior Brandão.

Natural de Ibiúna, em São Paulo, o jogador de 23 anos está pela segunda vez em um clube fora do Brasil. No Irã, o jogador compete ao lado dos melhores atletas asiáticos, mas a saudade dos familiares e a falta de profissionalização do país são alguns dos fatores que fez o atacante querer retornar para o Brasil.

- Experiência que exigiu muita resiliência. Tenho certeza que volto no mesmo nível que saí. De ponto positivo, trabalhar com o argentino Mr. Gabriel Calderon (ex-treinador do Betis). Mas por ter deixado minha família uma semana após o nascimento do meu filho e não ter conseguido levá-los me atrapalhou muito. A desorganização dos clubes e da Liga como um todo também atrapalha. Salários atrasados foram fator decisivo para voltar também - disse Brandão, que descreveu como está a situação no país diante dos conflitos internos.

- No momento do estouro dos protestos políticos o governo local derrubou todas as telecomunicações. Apenas alguns telefones funcionavam. Internet do país todo ficou quase 15 dias fora do ar. Para me comunicar com meu empresário e minha família tinha que ir até a embaixada brasileira onde internet estava muito ruim, mas funcionava. Nesse momento liguei para o Leo (Feijó, agente do jogador) e pedi para brigar pela minha rescisão - concluiu.