Futebol Corinthians vai bem no ataque, mas peca demais no setor defensivo

Corinthians vai bem no ataque, mas peca demais no setor defensivo

Contra o Athletico, Timão teve grandes momentos no ataque, principalmente com Gustavo Mosquito, que jogou muita bola, porém teve erros e deficiências bem evidentes na defesa

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Ninguém pode reclamar do espetáculo proporcionado pelo empate em 3 a 3 entre Corinthians e Athletico-PR, na Neo Química Arena, na última quarta-feira, no entanto boa parte desse grande jogo só foi possível pelos problemas defensivos das duas equipes, que também mostraram repertório no ataque. Para o Timão, que esteve três vezes à frente do placar, há o que se preocupar.


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A atuação de Gustavo Mosquito foi acima da média, com dois gols, sendo um deles um golaço, com direito a chapéu no zagueiro e chute de primeira, sem chances para o ótimo goleiro Santos. No entanto, não foi só ele que colocou o ataque corintiano em evidência. A construção de jogo de Cantillo com Fagner, as descidas do lateral e a movimentação de Léo Natel também se destacaram.

Araos e Otero destoaram dos demais, mas o chileno ainda conseguiu dar uma assistência pouco antes de deixar o campo. A atuação dos dois, porém, interferiu no setor defensivo, já que suas funções colaborando na marcação não foram cumpridas. O primeiro combate, no meio-campo, deixou a desejar e o Furacão foi conseguido sair tocando com o decorrer da partida.

Gabriel, que precisava descer para suprir esse problema e ainda cobrir as descidas de Fagner, acabou deixando um espaço no meio, que também foi aproveitado pelo Athletico-PR. Ficava com Cantillo a função de conter as descidas paranaenses, o que o colombiano tem dificuldade em fazer quando está desprotegido, apesar de ter atuado muito bem na construção do jogo.

Mas não foi só esse o problema defensivo. O lado direito do ataque do Furacão levou vantagem sobre o lado esquerdo da defesa do Corinthians durante quase todo a partida, somente melhorou após o empate, quando Vagner Mancini fechou o setor e Paulo Autuori tirou Jonathan e Carlos Eduardo, que fizeram um salseiro por ali. Otero, Cantillo e Fábio Santos não se acharam na marcação.

Culminou que Fagner e Bruno Méndez também não estavam em seus melhores dias defensivos e Gil precisou atuar por quase todos, incluindo Cássio, já que salvou uma bola em cima da linha. Em momento algum o setor defensivo corintiano deu segurança ao seu torcedor. Parecia que toda jogada do Athletico terminaria em gol e só não terminou por perder muitas chances.

Em um jogo de confronto direto, era preciso que o ataque funcionasse como funcionou, mas também era necessário que a defesa oferecesse segurança suficiente para garantir o placar. Isso, porém, não é novidade, bastou pegar um adversário com mais qualidade de finalização e construção de jogo para ser vazado em demasia. Situação que não poderá acontecer no próximos duelos.

A sequência será pesada e os próximos rivais estarão extremamente interessados em buscar a vitória por conta de seus objetivos no campeonato: Flamengo (briga pelo título), Santos (briga direta pela Libertadores), Vasco (briga contra o rebaixamento) e Internacional (briga pelo título). A Libertadores ainda está próxima, mas os vacilos não mais serão perdoados pela tabela.

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