Futebol Corinthians tem segunda frustração no mercado de técnicos, mas mantém política 'pés no chão'

Corinthians tem segunda frustração no mercado de técnicos, mas mantém política 'pés no chão'

Em ambas as negociações, Timão colocou um limite até onde poderia chegar financeiramente e não fez menção de mudar diante de contraproposta ou recusa

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Após a saída de Vagner Mancini, no último domingo, o Corinthians acumula duas frustrantes recusas para o cargo de técnico do time principal. Embora tenham sido desfechos decepcionantes em meio a sinais positivos nas negociações, a diretoria manteve os "pés no chão" e não partiu para "loucuras", como vem dizendo desde o início da busca por um novo treinador.

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Em grave situação financeira, com quase R$ 1 bilhão de dívidas, sem contar o estádio, o presidente Duilio Monteiro Alves sabe que o ano de 2021 terá de ser de contenção de gastos, ao mesmo tempo em que precisa manter uma equipe competitiva disputando os torneios desta temporada. Não é à toa que se trata do único clube de Série A que ainda não contratou reforços até aqui.

Essa política "pés no chão" foi testada nos últimos dias em meio à busca por um novo treinador. Nas negociações com o alvo principal para o cargo, Renato Gaúcho, o clube estabeleceu um limite do que poderia pagar como salário, valor que era metade do que o técnico recebia no Grêmio. A recusa teve como base aspectos pessoais, mas segundo pessoas ouvidas pelo LANCE!, a quantia não seria modificada mesmo se houvesse uma barganha do ex-gremista.

Nas tratativas, também foi colocado que os reforços seriam pontuais e dentro das possibilidades do clube, ou seja, não foi prometido um "pacotão" de jogadores a fim de "seduzir" o treinador para aceitar a proposta corintiana.

O mesmo ocorreu com Diego Aguirre, último treinador a recusar o convite do Timão. Nesse caso, diferentemente do que ocorreu com Renato, o uruguaio e seu agente fizeram uma contraproposta para a diretoria. De acordo com a apuração da reportagem, o valor foi menor do que o oferecido ao técnico gaúcho, e sempre tratado em reais, não em moeda estrangeira.

Mesmo que já estivesse com o acordo engatilhado e valores acertados no dia anterior, a diretoria não aceitou a mudança na quantia oferecida e decidiu encerrar a negociação, mesmo sendo a segunda recusa consecutiva e as opções se tornando cada vez mais escassas. A pressão da torcida por uma definição rápida também não influenciou e os pés no chão foram mantidos.

A posição adotada nessas duas tentativas frustradas não deve mudar para os próximos alvos para o cargo. O treinador que aceitar comandar o Corinthians vai topar um desafio dentro das condições que o clube pode oferecer no momento: salário realista, sem promessa de reforços e com dificuldades financeiras. A busca pelo novo técnico continua, mas sem passar dos limites.

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