Futebol Comissão do Estatuto reprova contratos de NBB e Santos Tsunami

Comissão do Estatuto reprova contratos de NBB e Santos Tsunami

Santos tenta rescindir os contratos de forma amigável, mas encontra resistência

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A mesa do Conselho Deliberativo do Santos recebeu na última semana o parecer da Comissão de Estatuto sobre os contratos com a Associação Ponto Positivo para a criação de um time de basquete para buscar uma vaga no NBB (Novo Basquete Brasil) e com o Santos Tsunami, equipe de futebol americano. Nos dois casos, a Comissão de Estatuto reprovou os contratos.

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De acordo com pessoas ouvidas pelo DIÁRIO, o parecer da comissão cita o comprometimento de receitas além do exercício da gestão e ausência dos projetos no planejamento estratégico do clube, entre outros pontos vetados pelo Estatuto social do clube.

Os dois contratos foram assinados em novembro do ano passado, no penúltimo mês da gestão de transição de Orlando Rollo. Pelo contrato com a Associação Ponto Positivo, o Santos investiria pouco mais de R$ 4 milhões por ano, em um contrato de três anos de duração. No caso do Santos Tsunami, o investimento seria de cerca de R$ 400 mil anuais em um contrato até 2025.

Pelo Estatuto, o Santos tem de gastar ao menos 1% do orçamento em Esportes Olímpicos. Para 2021 foi previsto no orçamento um investimento de 2,55%, o que representaria R$ 4,9 milhões. O contrato com o time de basquete ficaria com quase todo o investimento em esportes olímpicos. Já o futebol americano não é um esporte olímpico.

O presidente Andres Rueda tentou rescindir os contratos no começo do ano. Segundo o DIÁRIO apurou, o ex-jogador Jamelli, CEO da Associação Ponto Positivo, aceitou uma rescisão amigável num primeiro momento, mas voltou atrás e gerou um imbróglio.

O Comitê de Gestão, então, enviou o contrato para análise da Comissão de Estatuto. Com o parecer contrário, a nova gestão ganha respaldo para seguir com a tentativa de uma rescisão amigável, já que as multas são altas (são proporcionais ao tempo de contrato e a do Tsunami inicia em R$ 500 mil, por exemplo). Se não conseguir, é possível que os dois casos parem na Justiça.

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