Futebol Com ‘temporada em uma semana’, futebol na Groenlândia chama atenção pelas curiosidades

Com ‘temporada em uma semana’, futebol na Groenlândia chama atenção pelas curiosidades

Por conta do rigoroso inverno, esporte ao ar livre tem uma curta janela de tempo para ser praticado

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Jogos decisivos do campeonato nacional em uma semana, cães uivando ao lado de torcedores que ocupam parte de uma montanha e até um ‘Real Madrid’. Repleta de curiosidades, essa é a principal competição de futebol na Groenlândia, ilha pertencente ao território dinamarquês, cuja população estimada é de pouco mais de 50 mil habitantes, o que não seria capaz de lotar o estádio do Maracanã, por exemplo.

Devido ao rigoroso inverno, a janela ao ar livre é bastante limitada, principalmente porque os locais ficam cobertos de neve. Na brecha possível, dezenas de times fazem uma seletiva de curtíssima duração e as oito melhores se classificam para os playoffs, disputados em apenas uma semana.

Por conta da dificuldade logística, os oito times encaram as partidas em uma sede única, durante uma semana. A estrutura em que as equipes ficam são espécies de alojamentos próximos ao local dos jogos e, no dia das partidas, eles vão a pé até o gramado. Há compartilhamento de vestiário, pois a estrutura não permite que cada time tenha um para si. Aliás, o narrador também sofre: são jornadas de até três jogos por dia.

Os nomes das equipes também chamam atenção. Muitos times são popularizados pela primeira letra, seguida de um número, que representa o ano de fundação. Por exemplo, o Boldklubben af 1967 é conhecido por B-67. Aliás, ele é o Real Madrid da Groenlândia, apelido concedido após inúmeras conquistas de títulos. Outro exemplo é o N-48 (Nagdlunguak 1948).

Assim como em todas as partes do mundo, os fãs de futebol buscam referências em ídolos, o que deixa o clima mais leve e reforça os valores do esporte. Por exemplo, em 2019, Henning Bajare, de apenas 16 anos, ficou conhecido como ‘Fat Mbappé’, por conta da sua semelhança com o atacante do PSG (FRA) e por ter um físico mais robusto.

Somente nos últimos anos, o governo implementou gramado artificial, o que melhorou o nível do esporte. E, após a participação da Islândia na Euro-2016 e na Copa do Mundo (2018), o povo e os dirigentes sonham em seguir os passos da nação visando ao crescimento do esporte.

- Isto pode levar alguns anos ainda, mas eu acredito que nós podemos chegar lá. A Islândia nos inspira. Nós queremos mostrar que, mesmo sendo uma nação com poucos habitantes, podemos jogar futebol em alto nível - afirma Patrick Frederiksen, capitão do B-67, durante entrevista a um repórter da The Red Bulletin, revista da Red Bull.

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