Carille reconhece a superioridade do Athletico e já pensa no clássico

Às vésperas do enfrentar o São Paulo, o técnico do Corinthians comentou a formação com Love fora da área e usou a colocação do time no Brasileiro para se defender de críticas 

Lance

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O técnico do Corinthians, Fábio Carille, reconheceu a superioridade do Athletico Paranaense em campo após o empate em 2 a 2 entre as duas equipes, na noite desta quinta-feira, na Arena do Timão. O resultado, ao menos, manteve equipe corintiana no G-4 do Campeonato Brasileiro, a três pontos do São Paulo, seu próximo adversário, domingo, às 18h, no Morumbi.

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- No começo do jogo, eles nos dominaram muito. Logo, decidimos fazer uma mudança de trazer o Vital por dentro e o Love para fora. Conseguimos melhorar, mas não fomos melhores que o rival. Conseguimos tirar a circulação do Wellington (volante do furacão) no segundo tempo. Tivemos dificuldade de compactar quando a bola voltava no adversário - disse Carille.

O treinador ainda demostrou tranquilidade em meio às críticas que vem recebendo da torcida.

- Eu vejo como normal. Pelo tempo de clube, como auxiliar, lembrar de Tite em 2013, pós-título mundial e muita cobrança, faz parte. Temos que melhorar, temos que crescer. Temos margem para isso. Oscilamos muito nos jogos. Nossa volta da Copa América já foi melhor. Com todas as dificuldades, estamos em quarto. Sabemos dos nossos problemas. Estamos trabalhando forte para o futuro do Corinthians para encontrar o que acrescente ao futuro do Corinthians - afirmou o comandante.

Os centroavantes Vagner Love e Boselli atuaram juntos nesta quarta-feira. A dupla foi decisiva no segundo gol do Timão, marcado pelo argentino, mas a formação sacrificou o futebol de Love, que atuou fora da área.

- É um sistema que pode dar certo, mas é preciso um jogador de profundidade para que essa bola chegue melhor para os dois - apostou Carille.

Para enfrentar o São Paulo, no domingo, o treinador ainda terá os desfalques do volante Júnior Urso (lesão na coxa direita), dos atacantes Everaldo (operou o púbis) e Pedrinho (na seleção olímpica do Brasil), do Sornoza (na seleção do Equador) e do zagueiro Léo Santos (operou o joelho direito).

- Clássico é sempre gostoso de estar envolvido. Motivante para todos. Preparação conversa amanhã (sexta-feira) com conversas. É Muito difícil chegar ao título. Impossível? Não! Mas difícil pelo que estamos jogando. Já fizemos reuniões para discutir reforços. O que eu penso, a diretoria também pensa. Isso é legal para a gente caminhar para o mesmo lado. Foram contratados jogadores. Quase 90% dos contratados passaram pela minha avaliação. A gente sabe que precisa de jogadores com ambição, que incomodem o adversário, que busquem o gol para jogar perto do camisa 9 - disse o comandante.