Candidato à presidência, Casares diz: 'O São Paulo parece uma estatal'

Em live na noite da última sexta, o candidato Julio Casares explicou o que pretende mudar caso seja eleito e identificou o maior problema no atual cenário financeiro do clube

Lance

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A gestão interna do São Paulo é foco de discussão por, pelo menos, uma década. Com a nova eleição se aproximando, entre novembro e dezembro deste ano, um dos nomes mais fortes para assumir o clube é de Julio Casares, que foi confirmado de forma oficial como um dos candidatos recentemente.

Em uma live com o jornalista Jorge Nicola no YouTube, na noite da última sexta-feira, a primeira entrevista dada por ele depois de confirmada sua intenção de concorrer ao cargo, Casares foi enfático: o São Paulo está se comportando como uma empresa estatal.

- Estamos fazendo um trabalho muito organizado de um grupo que está concluindo um plano de gestão. Técnicos, conselheiros são-paulinos e empresários importantes, que estão construindo um plano de gestão que transforme o São Paulo através de uma meritocracia, de governança, de compliance e, principalmente, fazendo com que o São Paulo tenha austeridade financeira. O São Paulo hoje parece uma estatal e isso tem que acabar. E no futebol... No futebol tem que ser eficiente, porque é o principal da nossa marca – analisou o candidato antes de completar:

- Quando eu falo que parece uma estatal, é porque tem muita gente, está muito inchado, tem pouca eficiência e ele merece uma revisão total da sua estrutura administrativa e também dos seus métodos. Para isso, é preciso inteligência e eu estou muito feliz que eu tenho inteligência do meu lado, de conselheiros do São Paulo abnegados que sempre trabalharam voluntariamente, porque querem construir um São Paulo novo.

Mobilizando-se politicamente desde 2018 no cenário interno, Julio Casares acredita que há uma grande dificuldade que precisa ser sanada o quanto antes, o de equilíbrio entre as receitas e as despesas do clube. Em 2019 o balanço financeiro são-paulino fechou com um deficit de R$ 156 milhões.

- É isso que a instituição não suporta e precisamos reverter, criar uma responsabilidade financeira, tornar um time competitivo, mas não fazer loucura. Não podemos contratar jogadores aquém da nossa capacidade e saúde financeira, apesar da qualidade técnica deles – finalizou.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, foi eleito presidente do São Paulo em 2015, para completar o mandato de Carlos Miguel Aidar, que renunciou ao cargo. Depois foi reeleito em abril de 2017, quando venceu o candidato José Eduardo Mesquita Pimenta. Em cinco anos de gestão, foram dez trocas de técnicos, contando também os interinos, e nenhum título conquistado, além de uma enxurrada de críticas por parte da torcida durante esse tempo.