Futebol Campanha reúne itens históricos para ajudar pessoas em situação de risco contra a covid

Campanha reúne itens históricos para ajudar pessoas em situação de risco contra a covid

'Olé No Corona' tem ex-lateral direito e campeão do mundo Cafu como o patrono da campanha. Leilões de artigos de futebol começam nesta quarta

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Talvez você ainda não tenha ouvido falar, mas há um projeto no Brasil chamado Olé No Corona, que visa auxiliar uma camada da sociedade que vive em situação precária e não tem condições de se cuidar da maneira adequada contra a pandemia da covid-19. A iniciativa já conta com o apoio de diversos jogadores e jogadores, como Cafu, Neymar e Formiga.

Embora a campanha tenha começado com gancho na questão do novo coronavírus, Ricardo Seyton, jornalista com mestrado em Gestão no Esporte e ex-coordenador de comunicação da Fifa nas Copas do Mundo de 1998, 2002, 2006 e 2010, disse que pretende expandir o projeto para outros problemas recorrentes do nosso país, como o combate a fome, a violência, ao racismo, dentre outros temas, através do futebol.

Inspiração
Setyon explicou como o projeto Olé no Corona começou e que se inspirou em Zlatan Ibrahimovic. Durante o pico da pandemia da doença na Itália, o sueco foi responsável por arrecadar fundos no combate à covid-19 por querer retribuir tudo o que o país havia dado para ele.

"Eu vi que o Ibrahimovic tinha feito uma ação e que itens do Kobe Bryant estavam sendo leiloados. Existe um movimento na Europa chamado Give Back (Dar de Volta, traduzido). Eu quis dar de volta algo ao meu país através do futebol, pois graças ao futebol eu cheguei onde cheguei."

Moeda de Mauro, capitão da Copa do Mundo de 1962

Moeda de Mauro, capitão da Copa do Mundo de 1962

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Itens históricos

Com isso, conseguiu reunir itens históricos de diversos jogadores do Brasil para serem leiloados e o dinheiro arrecadado será utilizado para ajudar cinco instituições nacionais. Dentre os objetos, há itens dos cinco capitães que ergueram a taça da Copa do Mundo pelo Seleção Brasileira, seja através dos próprios jogadores ou de suas famílias, uma vez que alguns nomes históricos já morreram.

Selos do milésimo gol do Pelé

Selos do milésimo gol do Pelé

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"Depois de três meses e meio eu consegui reunir relíquias dos cinco capitães. Cafu e Dunga toparam, o filho do Carlos Alberto Torres também quis participar, mas disse que todos os itens do pai haviam sido doados, mas achamos uma camisa dele. A grande surpresa foi o filho do goleiro Gilmar, Marcelo Neves, me colocou em contato com a família do Bellini e do Mauro. Eles tiveram a ideia de dar os itens mais valiosos de toda a campanha: dois relógios feitos exclusivamente para cada capitão, acompanhado de uma medalha com o desenho dos jogadores."

Dentre outros itens, há o calção de jogo utilizado por Falcão na Copa do Mundo de 1982, selos comemorativos do milésimo gol de Pelé em 1972, camisa da Seleção Brasileira autografada pela Formiga, entre diversos outros objetos e materiais que podem ser vistos no site da campanha, local em que os leilões irão acontecer.

Além do dinheiro para ajudar diversas famílias e instituições, o Olé No Corona, em parceria com a Kappa, irá distribuir 10 mil máscaras de proteção para minimizar os riscos da Covid-19 para indigentes nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O trabalho de responsabilidade pessoal a partir do esporte além de se alimentar de itens doador apenas por atletas do futebol, irá abrir para outros setores da sociedade, como Setyon disse com exclusividade ao L!.

"A gente tem a chance de ser campeão do mundo da solidariedade. E é uma plataforma que veio para ficar para a sociedade ser ajudada através do futebol. Nós também contamos com o apoio de jornalistas que já estão doando peças. E além de estarmos tentando trazer jogadores de futebol internacional, estamos tentando trazer pessoas de fora do futebol, como Gabriel O Pensador para que a gente consiga motivar e fazer cada vez mais eventos."

Os leilões vão acontecer a partir desta quarta-feira e Setyon espera que o Brasil seja um exemplo para o mundo através da utilização do futebol como um amplificador de campanhas sociais. Além de Cafu, patrono do projeto, estrelas como o Rei do Futebol, Zico, Falcão, Arnaldo Cezar Coelho e Mauro Beting também entraram na jogada com o intuito de ajudar pessoas. Os eventos vão ocorrer até fevereiro de 2021, mas podem durar ainda mais com itens que ainda devem ser recolhidos ao longo dos próximos meses.

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