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Bastidores políticos do Santos 'fervem' após relatório do caso Damião

Oposição se movimenta pelo impeachment de Rueda, e situação mantém posição

Futebol|Do R7

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Após o relatório do ‘caso Leandro Damião’ ser apresentado pelo Grupo Especial de Avaliação de Riscos e Perdas, os bastidores do Santos ‘ferveram’.

Conselheiros da oposição voltaram a se movimentar pelo impeachment do presidente Andres Rueda. O Lance! ouviu diferentes fontes, que reafirmaram o desejo por um processo de impeachment. Eles alegam omissão do mandatário diante dos acontecimentos relatados — como indícios de recursos não contabilizados e lavagem de dinheiro em gestões anteriores. Também foi colocado que o Peixe pagou quase R$ 400 milhões entre dívidas e processos após a contratação de Leandro Damião.

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Andres Rueda se posicionou sobre o caso e afirmou que há escassez de evidências no documento.

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- Tem uma série de denúncias que não existem provas reais para entrar com um processo. Existem fatos que aconteceram que podemos achar imorais, incompetentes, mas não há provas de dolo. Você contratar um jogador por 13 milhões de euros é um ato de gestão que o executivo tem o direito de fazer, não é uma prova que foi feito dolo em cima disso. Agora, naquilo que a gente tinha provas, entrou com tudo. O que tem hoje são cinco processos contra ex-presidentes. Alguns a gente está ganhando, outros perdendo - relatou o presidente, em entrevista à “Tribuna”.

+ Confira detalhes do documento do caso Damião

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Responsável pela divulgação do relatório na reunião do Conselho Deliberativo e, consequentemente, ter agitado os bastidores do clube na última segunda-feira (15), Marcelo Milani relatou à reportagem que o mandatário do Santos foi “evasivo” em sua resposta e “desconhece toda documentação apresentada” refente ao jogador Leandro Damião.

Outros conselheiros de oposição veem a gestão Rueda como ‘desastrosa’. Entre as principais contestações estão: erros em contratações, falta de comunicação e a forma como o mandatário gere o futebol do clube.

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E A SITUAÇÃO?

No lado da situação, existem críticas pontuais, mas elas são vistas como problemas que aconteceram no percurso dos três anos de mandato do presidente Andres Rueda. Além disso, seus apoiadores enxergam o mandatário do Peixe como uma pessoa honesta.

Internamente, pessoas próximas à Rueda relatam certa decepção com os apontamentos do relatório. Um exemplo citado foi a constatação que o Grupo Especial de Avaliação de Riscos e Perdas não identificou os valores pagos no‘caso Damião’ a partir de 2020. A reportagem ouviu que estas cifras poderiam ser encontradas nos portais de transparência, relatórios de auditoria e em consulta ao Conselho Fiscal.

- Tudo que a gente paga está nos balanços. Eu fiz um acordo (com a Doyen) na Câmara Arbitral de Juízo. Se eu não faço acordo, nossas contas estariam bloqueadas até hoje. A gente fez um acordo e pagou mais de R$ 48 milhões. E uma notícia boa: paguei a última parcela da Doyen na semana passada, 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 8 milhões). O Santos não deve nada para a Doyen - afirmou Rueda.

- A gente ficou muito decepcionado no primeiro relatório apresentado pro Conselho, onde na verdade nos foi prometido provas contundentes. Se você for puxar o primeiro relatório, narra os fatos de uma maneira não 100% correta e que não gerou nada de produtivo. Agora, mesmo assim, todas as informações que a comissão de risco pediu foram entregues ou por nós ou pelo Conselho Fiscal - continuou o presidente, ao jornal “A Tribuna”.

A gestão de Andres Rueda termina em dezembro de 2023, quando acontecerão eleições para decidir o novo mandatário do Santos pelos próximos três anos.

* Gabriel Teles colaborou sob supervisão de Rafael Oliva

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