Apesar de cumprir a missão, Marcão dificilmente permanece como técnico do Fluminense em 2020

Treinador teve 53% de aproveitamento a frente do Tricolor e, além de evitar o rebaixamento, levou o time para a Sul-Americana

Lance

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Apesar de todos os problemas que enfrentou na temporada, com salários atrasados, rendas penhoradas, troca de gestão e racha político, o Fluminense termina o ano com o objetivo cumprido e ainda por cima premiado. Além de se livrar do rebaixamento com duas rodadas de antecedência, o Tricolor terminou na 14ª colocação, assegurando vaga para a Copa Sul-Americana de 2020.

A vitória tricolor sobre o Corinthians, na Arena Corinthians, fez o Fluminense chegar aos 46 pontos, mesma pontuação de 2009, ano da famosa arrancada histórica que completou 10 anos na última sexta-feira. No entanto, na campanha atual, o time venceu um jogo a mais.

Apesar de ter feito um Brasileiro bastante irregular, ocupando a parte de baixo da tabela durante toda a competição, essa edição não foi a pior em números de pontos ganhos. Em 2006 e em 2018, o Tricolor alcançou 45 pontos, terminando na 15ª e na 12ª posição respectivamente. Portanto, o trinfo em Itaquera representou ainda mais para o jogadores e principalmente para o técnico Marcão.

O treinador assumiu o comando do Fluminense após a demissão do técnico Oswaldo de Oliveira, na 21ª rodada. O time estava na 16ª posição. Em 17 rodadas, Marcão obteve 27 pontos, com sete vitórias, seis empates e quatro derrotas, tendo um aproveitamento de 53%. O Internacional, que terminou em 7º lugar, dentro da zona de classificação para a Libertadores, teve um aproveitamento de 50%.

Quem bancou a efetivação de Marcão foi o presidente Mário Bittencourt. Essa decisão inclusive culminou com o racha entre ele e o vice-presidente geral, Celso Barros, que era a favor de uma troca de comando. Em suas redes sociais, o mandatário tricolor fez questão de enaltecer o trabalho do treinador.

FUTURO INDEFINIDO

Apesar do bom desempenho, dificilmente Marcão vai continuar como técnico do Fluminense. O caminho natural é de que o treinador volte a ser auxiliar técnico, função que desempenhava antes de ser efetivado. O martelo ainda não foi batido, mas uma reunião nesta semana entre ele e o presidente Mário Bittencourt deve sacramentar a situação.

Antes disso, o Tricolor vai começar a mapear o mercado em busca de um novo comandante. Sem dinheiro para uma contratação de impacto, a diretoria deve ir atrás de um treinador da nova geração.