Futebol Ao L!, Matheus Ferraz se declara ao Flu e admite: 'Meu ápice foi aqui'

Ao L!, Matheus Ferraz se declara ao Flu e admite: 'Meu ápice foi aqui'

Feliz no clube, zagueiro espera renovar o seu contrato, que se encerra no fim do ano. Jogador projeta calendário ainda mais apertado e aproveita quarentena com a família

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Desde que chegou ao Fluminense, em janeiro de 2019, Matheus Ferraz convive com altos e baixos. No início, o zagueiro superou a desconfiança da torcida e rapidamente se firmou na equipe, mostrando segurança na defesa, além de uma boa saída de bola. Consolidado como titular absoluto nos primeiros seis meses, o jogador sofreu uma grave lesão no joelho direito que o tirou dos gramados por sete meses, justamente quando vivia a melhor fase da carreira, nas palavras do próprio atleta, que concedeu entrevista exclusiva ao LANCE!.

- No ano passado pude viver um momento muito importante na minha carreira e no Fluminense. Consegui chegar em um alto nível de atuação. Então com certeza o meu ápice foi aqui. Tenho muito a mostrar e a alcançar, dessa forma, trabalhando duro, com os pés no chão e com fé em Deus para que eu possa evoluir ainda mais. Não tenho dúvida que o meu futebol cresceu pelo trabalho do Diniz e eu tenho certeza que vai crescer muito também com o Odair, que vem fazendo um grande trabalho.

Recuperado, iniciou a temporada como titular, mas acabou perdendoo a condição para Digão, muito por não estar no auge da forma física, devido ao longo tempo de inatividade. A torcida ficou na bronca, justamente por entender que Matheus Ferraz deve ser o companheiro de zaga de Nino. O zagueiro agradece o carinho dos tricolores, mas sabe que a moral um dia pode acabar.

- Eu fico feliz de ter esse reconhecimento da torcida, tudo por conta do que eu plantei dentro do clube. Ano passado eu fiz bons jogos e tive uma regularidade boa. Infelizmente teve a lesão e por conta disso tenho esse carinho da torcida. Tenho consciência que ano passado foi uma coisa e esse ano é outra. Tenho que me preparar ainda mais e buscar uma melhora.

Com a lesão de Digão, Matheus Ferraz voltou ao time nas últimas partidas, porém a paralisação por conta da pandemia de coronavírus, deixa a vaga em aberto novamente. O zagueiro tem o apoio do torcedor a seu favor, enquanto o capitão e cria de Xerém convive com algumas críticas. Essa situação não é bem aceita por Ferraz, mas entende que não há o que fazer.

- Pelo Digão a gente fica chateado, fica triste muitas vezes por conta da pessoa, do profissional que ele é, batalhando para fazer o melhor pelo clube. Mas são as escolhas que o torcedor tem, foge de mim. Entendo que o Digão estava fazendo um bom começo de ano e isso só faz a equipe ganhar e faz o Odair ter mais opções para definir o melhor para ele e para o time. Agradeço ao torcedor pelo carinho e digo que essa concorrência é muito benéfica para que o Fluminense possa evoluir.

Com 35 anos, Matheus Ferraz é o segundo jogador mais experiente do elenco, perdendo apenas para Nenê, que é três anos mais velho. O vínculo com o Fluminense se encerra no fim do ano, porém, no que depender do zagueiro, a passagem pelo Tricolor está longe de terminar.

- O contrato acaba dia 31 de dezembro e espero desenvolver um bom trabalho nesta volta para renovar e ficar o máximo possível no Fluminense, time que me sinto bem e me identifiquei muito. Vou fazer de tudo para ficar aqui por muito tempo ainda.

BATE-BOLA COM MATHEUS FERRAZ

Você trabalhou incansavelmente por 7 meses para se recuperar de uma grave lesão no joelho, foi titular nas últimas partidas e novamente é afastado dos gramados, agora por conta da pandemia de coronavírus. Como está sendo conviver com esses altos e baixos?
- Fiquei um bom tempo fora por conta da lesão. Foi um trabalho duro, árduo para poder voltar. Graças a Deus vinha me sentindo bem. Era começo de temporada e precisava ainda ganhar mais ritmo de jogo. Estava conseguindo isso até a paralisação. Infelizmente é uma questão de saúde e a gente precisa fazer essa prevenção para que todos possam estar 100% de saúde para vencer esse vírus juntos. Para mim é passar da melhor maneira, assim como foi com a lesão. É voltar ainda mais forte.

O futebol como muitas atividades estão suspensas por conta do coronavírus. Apesar dessa dificuldade, existe um lado bom que pode ser tirado desta crise?
- O lado bom é ficar junto com a nossa família. Dentro do nosso trabalho, por conta das viagens, ficamos muito tempo fora, longe da família. Posso ficar com as minhas filhas e minha esposa, pude vir para a minha cidade, no interior de São Paulo, mas tranquila. Isso é muito bacana.

Vocês jogadores estão seguindo uma cartilha elaborada pelos profissionais do clube, porém as atividades não são as mesmas de um treinamento no CT. Por isso, como você projeta o reinício da temporada, já que o tempo de inatividade supera o de um fim de temporada?
- O departamento de futebol passou uns trabalhos para a gente, para nós voltarmos em um nível bom. Logicamente não é a mesma coisa que o nosso treinamento, já que a intensidade é outra. Acredito que teremos uns dias de pré-temporada até para não sofrer com lesões. O campeonato vai ficar bem espremido e vamos precisar disso para fazer um ano bom.

Qual é o seu balanço da temporada com os 15 jogos que foram feitos antes da pausa?
- O Fluminense começou bem, com bons números. Vamos alcançando, através do Odair, uma cara, um estilo de jogo, aquilo que nós queremos durante o ano. Temos muito a crescer com certeza, muito a evoluir e assim vamos nos fortalecendo. Que a gente possa ter esse foco de voltar bem, trabalhar firme e terminar o ano fazendo bons jogos e alcançando grandes conquistas.

O trabalho do técnico Odair Hellmann divide a opinião dos torcedores até o momento. Uns reclamam do desempenho e outros defendem por conta dos resultados. Qual é a sua avaliação sobre isso?
- O Odair vem fazendo um grande trabalho. Eu venho falando nas minhas entrevistas que o Fluminense acertou na contratação. É um trabalho excelente para um início de trabalho. Nós estamos alcançando grandes resultados. Precisamos crescer e evoluir. Com certeza ele vai nos preparar ainda mais, tanto taticamente, quanto tecnicamente.

Sem a Sul-Americana, o Flu ainda tem o Carioca, Copa do Brasil e Brasileiro. É certo que o calendário vai ficar mais apertado. Como você projeta essa mudança no planejamento?
- Infelizmente saímos da Sul-Americana, um campeonato que tínhamos em mente de buscar, já que o Fluminense vinha com grandes campanhas. Infelizmente não deu. Agora vamos pensar na Copa do Brasil. Carioca não sabemos como vai ficar. Esperamos que, de alguma forma, ele possa terminar. Que o melhor seja feito para todo mundo. Não sei se vai ter vantagem ou desvantagem. O calendário vai ficar muito espremido durante o ano. A gente precisa aproveitar o que for necessário para que possamos fazer um bom Brasileiro e uma boa Copa do Brasil. É necessário aproveitar para não sofrer com lesões.

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