Andrés se pronuncia sobre site: 'Não quero que os outros lucrem sem o Corinthians ganhar também'

Em entrevista ao site "Máquina do Esporte", nesta quarta-feira, o presidente do Corinthians falou sobre a polêmica em relação ao uso da marca do clube pelo "Meu Timão"

Lance

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Nesta quarta-feira, em entrevista ao site "Máquina do Esporte", o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, falou sobre a polêmica que envolve o uso da marca do clube pelo "Meu Timão". Após divulgar nota na última terça-feira explicando a notificação extrajudicial, o mandatário deu sua versão do assunto e quer um acordo com os proprietários do portal, ou vai tirá-los do ar.

Para Andrés, o site recebe muito dinheiro com publicidade por meio do uso da marca Corinthians, que seria exclusiva para exploração do clube. Por conta disso, é necessário procurar defender a instituição. Segundo o dirigente, o objetivo não é limitar a liberdade do "Meu Timão", desde que haja um acordo.

- Quando chegou para mim que o Meu Timão havia recebido uma proposta de compra milionária, eu fiquei atento. Só aí fiquei sabendo que eles fazem muito dinheiro com publicidade no site. E nós somos obrigados a defender a marca do Corinthians - afirmou, antes de completar:

- Ou se faz o licenciamento, ou tira do ar. Não quero cercear a liberdade de ninguém publicar conteúdo sobre o Corinthians. Desde que venham e façam uma parceria com o clube. Queremos dividir os lucros. Na Europa se faz muito isso. Não quero que os outros lucrem sem o Corinthians ganhar também.

Danilo Augusto, proprietário do site "Meu Timão", falou ao "Máquina do Esporte" sobre o posicionamento corintiano no caso. Para ele não há como praticar o jornalismo imparcial e a liberdade da profissão se juntando institucionalmente ao clube. Além disso, o empresário explicou os meandros da notificação e espera que o clube efetivamente fique ao lado da democracia.

- Eu não acredito que eu teria liberdade jornalística e editorial a partir do momento que eu seja um parceiro oficial do Corinthians. Não houve diálogo com o clube até o momento, chegou apenas a notificação dizendo que estaríamos fazendo o uso ilegal da palavra Timão. A palavra Timão não é uma marca de alto renome e não é registrada integralmente e exclusivamente para o Corinthians. Eles têm o direito em algumas categorias de registro, mas não para a prática de jornalismo, por exemplo. É estranho isso acontecer depois de 11 anos, mas tenho certeza de que o Corinthians, que defende a democracia, vai entender a importância da imprensa livre - disse Danilo.

Relembre a nota oficial publicada pelo Corinthians na última terça-feira:

A PARTIR DESTA DATA, o Corinthians empreende um novo esforço em defesa de seus interesses econômicos.

TODA ADMINISTRAÇÃO TEM o dever estatutário de proteger as marcas que o Corinthians detém -- muitas delas depositadas desde 1977 em órgãos como o INPI. Trata-se de assegurar o acesso do clube a novas fontes de renda a partir da diversificação de licenciamentos, o que se torna ainda mais imperativo diante dos efeitos econômicos devastadores da atualidade. A exploração da marca "Timão" é um desses direitos reservados: além de patrimônio do Corinthians e de seus torcedores, é licenciada a seus patrocinadores e parceiros.

AO TOMAR CONHECIMENTO, por meio de sócios, de que um conhecido site de notícias sobre o Clube foi oferecido a possíveis compradores, com demonstração cabal de seus ganhos e de sua audiência, o Corinthians consultou seu Departamento de Marketing e, posteriormente, seu Departamento Jurídico.

BASTANTE CONFORTÁVEL na defesa de seus direitos, o Clube decidiu notificar extrajudicialmente não só essa empresa, como também quaisquer outras iniciativas comerciais que usem nossas marcas de forma irregular, o que, no caso desses sites, permite que recebam ganhos vultosos em publicidade programática, enquanto se geram confusão e concorrência desleal com os veículos oficiais do clube nas buscas pela internet.

RESSALTAMOS QUE tudo isso poderá ser regularizado, desde que o clube autorize seu uso nos termos habituais mantidos com suas parcerias licenciadas, também feridas por esse uso indevido.

Atenciosamente,
Andrés Sánchez