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ANÁLISE: Corinthians mostra maturidade para chegar à final e prova mais vez a importância da Fiel

Com show da torcida corintiana na Arena, Timão aliou entrega em campo com estratégia perfeita de Vítor Pereira para superar o Fluminense na Copa do Brasil

Futebol|Do R7

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Antes do jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, contra o Fluminense, Róger Guedes havia dito que a partida seria decidida nos detalhes e era ‘jogo para gente grande’. Com o apoio da Fiel torcida, o Corinthians entendeu o recado e conseguiu a classificação graças à maturidade e entrega de seus jogadores, e um plano quase perfeito de seu comandante.

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O primeiro passo para chegar à final era dominar a atmosfera, e os torcedores corintianos mais uma vez deram show, recepcionando o ônibus da equipe horas antes da partida com grande festa, batendo recorde de público da Arena no ano e cantando do primeiro ao último minuto, ditando o ritmo para os jogadores em campo.

Assim, Vítor Pereira conseguiu dominar Fernando Diniz e seu estilo único no Brasil, montando um esquema capaz de frear o bom futebol praticado pelo Tricolor das Laranjeiras.

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Durante quase todo o primeiro tempo, o Timão adiantou suas linhas e não teve medo de pressionar a saída de bola do Flu, deixando a equipe carioca desconfortável para sair jogando de trás. Foi assim que o Corinthians criou suas melhores chances e conseguiu o primeiro gol, ao forçar um chutão de Fábio e pegá-lo fora de posição.

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Mesmo com o goleiro mal posicionado, era preciso um jogador talentoso para acertar o chute de longa distância, e a bola caiu no pé do jogador corintiano que melhor bate de fora da área. Inspirado, Renato Augusto foi o maestro da equipe e colocou o Timão em merecida vantagem com uma linda finalização.

Para se ter uma ideia do vigor físico e concentração dos jogadores corintianos em campo, o Timão possuía média de 14,9 desarmes por jogo na Copa do Brasil, segundo o Footstats. Apenas no primeiro tempo contra o Flu, a equipe conseguiu 13 desarmes.

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Os jogadores mantiveram essa intensidade até os 15 minutos do segundo tempo, onde naturalmente a perna ficou mais pesada e o time baixou suas linhas. Contudo, o Fluminense não conseguia criar perigo para Cássio, além de uma falta batida no travessão por Arias.

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Percebendo o cansaço da equipe, Vítor Pereira tomou uma decisão corajosa e arrojada ao tirar dois de seus jogadores mais técnicos (Renato Augusto e Róger Guedes) para colocar sangue novo em campo.

As mudanças surtiram efeito instantâneo. O Corinthians, que tinha espaço para contra-atacar mas pecava na conclusão, conseguiu sacramentar a vitória nos minutos finais da partida, em gols com participação direta de Giuliano e Adson, atletas que entraram no segundo tempo.

A vitória por 3 a 0 diante do Fluminense provou que o Corinthians tem um elenco cascudo, desde seus atletas mais veteranos aos jogadores da base e recém-contratados. O grupo está mais unido e finalmente o jogo coletivo parece estar se desenvolvendo.

Com mais tempo para treinar e seus jogadores no pico da forma física, Vítor Pereira finalmente está fazendo o Timão jogar com o seu DNA, e o treinador terá um 12º jogador de extrema importância para tentar superar o estrelado elenco do Flamengo na final da Copa do Brasil.

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