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Acabou o respeito. Jornalistas gringos detonam a seleção brasileira

Seleção brasileira atual está longe de ter a credibilidade e o respeito que já teve um dia

Futebol|Do R7

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Goleada por 7 a 1 para a Alemanha não foi perdoada até hoje.
Goleada por 7 a 1 para a Alemanha não foi perdoada até hoje.

Se até há alguns anos, na época dos Ronaldos, Rivaldo, Adriano, Kaká e outros craques, a Seleção Brasileira assustava por onde passava e era sempre colocada entre as favoritas para ganhar qualquer torneio que entrasse, hoje já não é bem assim. Sem uma quantidade enorme de talentos, a equipe não é mais vista com tanto respeito lá fora. Perto do aniversário do 7 a 1, o LANCE! escutou alguns jornalistas do exterior, principal da América do Sul, e constatou que o respeito foi embora. Até mesmo a Venezuela, nosso eterno "saco de pancadas", mudou de opinião. Veja abaixo algumas declarações.

Enrique Gastañaga (Clarín - ARGENTINA)


"Técnico de fora ou brasileiro, quem comandar a Seleção Brasileira hoje precisa ter como primeira missão resgatar a característica genuína brasileira. O futebol brasileiro tem uma marca. É preciso recuperá-la. Humildade para reconhecer o momento. A Argentina passou por isso depois do Maradona. Teve o 5 a 0 para a Colômbia. Brasil é um gigante, sempre será, mas que neste momento não mete tanto medo assim. Não acho que a vinda de um técnico de fora seja o caminho. Os grandes centros precisam de pessoas locais, que conheçam a história e a maneira do brasileiro atuar. E por fim ter paciência e encontrar os jogadores e ir preparando da melhor forma".

Jogadores do Brasil desolados após a eliminação para o Paraguai.
Jogadores do Brasil desolados após a eliminação para o Paraguai.

Marcelo Sottile (Olé - ARGENTINA)


"O Brasil tem um escudo em sua camisa que são enormes. Eu particularmente não gosto de enfrentar o Brasil. O maior problema atual é que a Seleção Brasileira não joga como Seleção Brasileira. Com felicidade, com alegria. Após uma vitória ou um título ver um jogador sambando na zona mista, como o Ronaldinho Gaúcho fazia. Agora é só saída rápida de bola e procurar o Neymar. Isso é um pecado. Estava na final da Copa da Copa das Confederações em 2005 e vi isso de perto. Foi um passei em campo e uma festa depois. Não entendemos o Dunga como técnico. Parece que não tem alegria atualmente na Seleção. Não sou a favor de um técnico de fora, mas o único que aceitaria seria o Guardiola."

Cristian Ribas (Rádio Cooperativa - CHILE)


"A Seleção Brasileira perdeu categoria. Não é a mesma equipe de sempre que assustava a todos, ainda mais aqui com rivais menores, inclusive com o Paraguai. Perdeu muita qualidade futebolística, depende demais de Neymar. Foi eliminado da Copa América sem ele, e nota-se que a equipe é outra sem ele. Sinto que é por aí, não é o Brasil de sempre, é um Brasil mais cinza, opaco. Tem que fazer com a falta de qualidade no meio. Os técnicos não ajudam muito para que o Brasil jogue ofensivamente, Dunga pensa mais na defesa, e isso afeta no histórico do Brasil. Há treinadores que poderiam fazer algo diferente, injetar outras coisas. Falou-se muito de Pep Guardiola, para ele também seria um grande desafio, como foi com os argentinos aqui no Chile".

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Ignacio Leal (La Tercera - CHILE)

"O Brasil não é mais o gigante de 15 anos atrás. Aqui a esperança era de uma final contra o Brasil, até pelo que aconteceu no último Mundial. A impressão que dá é que o time atual é muito diferente da época do Ronaldo, do Robinho na Copa América de 2007. Eram times com cara de ganhadores, que iriam conquistar o título. Não acho que o problema seja um treinador local. Mas é preciso entender o momento atual e achar soluções".

Brasil não teve facilidade nem com a Venezuela.
Brasil não teve facilidade nem com a Venezuela.

Diego Acedo (Marca - ESPANHA)

"A visão que temos na Espanha é de que é o pior Brasil que lembramos em muito tempo. A imagem que temos da Seleção é que joga bem, que faz magia, que tem os melhores jogadores. Mas, ultimamente, não vemos esses jogadores. Não há um atacante de referência que jogue em um clube importante, não tem um meio-campo fantasioso. Uma defesa que gera dúvidas, e um goleiro que não é tão bom. Acreditamos que Dunga não é o técnico apropriado, precisa fazer muitas mudanças para mostrar que joga como a melhor seleção da história, dando a imagem do país que representa. Ter um técnico de fora pode ser uma boa ideia. Os jogadores brasileiros estão nas melhores ligas europeias, pode cair bem um técnico europeu, e que conheça a identidade de que a Seleção sempre foi conhecida. Não vejo um técnico brasileiro agora que possa fazer isso".

Miguel Cáceres (ABC Color - PARAGUAI)

"A Seleção Brasileira neste momento se divide em antes e depois do 7 a 1. Posso dizer que tem uma imagem muito desgastada. A entrada de Dunga não mudou o muito isso. Agora o Brasil perdeu um pouco da credibilidade e do próprio respeito que os adversários, sobretudo menos tradicionais, tinham. Acho que a aposta em um técnico de fora válida. É preciso acabar com essa hipocrisia de que apenas um brasileiro pode dirigir a Seleção. O Paraguai é um exemplo. Estamos em um novo processo com Ramón Díaz depois de um período de resultados muito ruins".

Tony Carrasco (TV Meridiano - VENEZUELA)

"A verdade é que a Seleção Brasileira não impõe mais o mesmo respeito de outros tempos, que nem são tão distantes assim. Quando a Venezuela iria enfrentar o Brasil, a gente já esperava uma goleada daquelas e só torcia para que o Brasil tivesse piedade. Hoje, a gente vê a camisa amarela do outro lado, é a mesmo coisa que se tivesse Peru, Equador, Paraguai, Bolívia...".

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