Lance Formado em Marketing, faixa-preta de Jiu-Jitsu com experiência internacional fala sobre as dificuldades em conciliar a carreira como atleta e professor em Miami

Formado em Marketing, faixa-preta de Jiu-Jitsu com experiência internacional fala sobre as dificuldades em conciliar a carreira como atleta e professor em Miami

Formado em Marketing, faixa-preta de Jiu-Jitsu com experiência internacional fala sobre as dificuldades em conciliar a carreira como atleta e professor em Miami

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Ter um diploma para entrar no mercado de trabalho e conseguir bons empregos é um grande desafio para a maioria das pessoas. E, após conquistar o canudo, o passo seguinte é buscar a melhor oportunidade profissional. Mas esse não foi script seguido por Cristiano Dantas. Faixa-preta formado por Eduardo Venâncio “Brigadeiro” em 2005, ele resolveu deixar para trás uma carreira promissora na área de marketing para correr atrás do seu sonho. Três anos após pegar a graduação máxima na arte suave, ele decidiu se mudar para Sydney, na Austrália, para dar aulas e se dedicar em tempo integral ao Jiu-Jitsu.

“Comecei o Jiu-Jitsu em 1994 na Barra da Tijuca, quando tinha apenas 13 anos. Foram 11 anos até receber a minha faixa-preta. O Jiu-Jitsu sempre fez parte da minha vida, mas nunca tinha sido como “full time job”. Trabalhei em empresas de marketing farmacêutico, de entretenimento e esportivo e a noite praticava o Jiu-Jitsu, até que em 2008 resolvi ir para Australia para fazer um curso de Business Administration com foco em Marketing. Chegando lá me matriculei na Gracie Barra Sydney para treinar e alguns meses depois assumi a posição de Head Instructor”, relembra Cristiano.

E foi essa oportunidade como instrutor da Gracie Barra Sydney que fez o carioca acreditar que poderia seguir seu caminho profissional na arte suave. Nos quatro anos em que ficou na Austrália, ele participou do processo de transição das escolas da Gracie Barra de associação para franquia, treinou o ex-lutador do Pride e do UFC Mark Hunt e trabalhou com a equipe de rúgbi do Manly Sea Eagles.

“Durante a minha jornada na Austrália, eu tive a honra de trabalhar com o lutador Mark Hunt para ajudar a melhorar o seu Jiu-Jitsu e o jogo de chão para as suas lutas de MMA. Também trabalhei com a equipe de rúgbi do Manly Sea Eagles para ensinar uma variedade de técnicas de Jiu-Jitsu e Grappling que os ajudassem no campo com o Tackling, Defending Tackles e também os ajudassem a resistir quando os adversários os segurassem no chão para que pudessem levantar-se mais rapidamente e manter a bola em movimento em um ritmo mais rápido. Este treinamento levou os Sea Eagles a ganharem a Premiership em 2008 sobre o Melbourne. Foram quatro anos trabalhando full time e ali tive a certeza que era isso que eu queria fazer para o resto da minha vida”.

Mas quem quer viver do esporte sabe que não é fácil. Em 2011, após terminar o seu curso de administração, Cristiano Dantas voltou para o Brasil e tentou durante um ano seguir em frente com o o sonho de viver do esporte. As coisas acabaram não saindo como o planejado, e o faixa-preta acabou voltando para o mercado de trabalho tradicional. Até que, em 2015, Cristiano recebeu um convite de um amigo que estava indo morar em Miami para abrir uma filial da Gracie Barra.

“Aceitei o convite na hora. E, desde então, estou aqui vivendo o meu sonho. São seis anos de muita dedicação e trabalho. Em 2015 abrimos a Gracie Barra Hallandale Beach e, mesmo não sendo fácil, consegui conciliar a vida de atleta com a de Head Instructor de uma academia recém-inaugurada, conquistando vários títulos nos torneios da IBJJF, Abu Dhabi e Florida State, além de formar alunos. Graças ao sucesso e ao crescimento que tivemos durante cinco anos de muito trabalho, em agosto de 2020 inauguramos a Gracie Barra Aventura, uma escola modelo e que hoje serve de exemplo dentro da própria Gracie Barra”, comemorou.

Nos últimos anos Cristiano vem trabalhando também como árbitro em torneios da IBJJF e colecionando medalhas em torneios importantes como o Orlando Open, Miami Open, Atlanta Open, UAEJJF National Pro, entre outros. E ele garante que quer muito mais. Mas, apesar do grande desempenho nos tatames, seu maior objetivo no Jiu-Jitsu é mudar a vida das pessoas para melhor.

“Em 26 anos, conquistei muitos títulos em competições de Jiu-Jitsu. E espero ainda ser capaz de competir por muito tempo, pois é uma das coisas que eu mais amo fazer. Mas meu objetivo é dar às pessoas a chance de se tornarem uma pessoa melhor na vida, e a aprenderem a respeitar e ser respeitados”, concluiu.

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