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Fabinho minimiza entrada de Casemiro em Endrick: ‘Não é a primeira vez nem a última’

Volante considera naturais as disputas internas e comemora retorno ao elenco após trocar o futebol europeu pelo árabe

Lance|Do R7

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Fabinho, volante da seleção
Fabinho, volante da seleção, comentou entrada de Casemiro em Endrick Reprodução/CBF TV

MORRISTOWN, NJ (EUA) — Nome que ganhou espaço na reta final do ciclo para a Copa do Mundo da seleção brasileira após a chegada de Carlo Ancelotti, Fabinho concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (4), no hotel onde a delegação está hospedada em Nova Jersey, e avaliou como positiva a intensidade dos treinamentos nesta preparação para a estreia.

Em atividade recente, uma entrada de Casemiro, um dos líderes da atual geração, em Endrick foi alvo de debate. Para Fabinho, isso é algo esperado pela “entrega e qualidade dos jogadores” na reta final da disputa por posições entre os titulares da comissão técnica.


— Acho que a alta intensidade no treino é algo esperado, mas também é normal pela entrega e qualidade dos jogadores. Como é seleção, todo mundo quer mostrar algo a mais. Até um bobinho vira algo forte; todo mundo quer ir bem. Faltas têm em todo treino. Quando dá para evitar uma chegada mais forte, nós evitamos, mas tem vezes que você não consegue; você quer ganhar bola, quer estar forte na disputa. Não é a primeira vez nem a última que acontece. O importante é ninguém ser desleal — afirmou o volante.

Um dos nomes mais experientes da atual lista, Fabinho destaca o trabalho recente realizado pela CBF em conjunto com a comissão técnica para que o Brasil ajuste as últimas arestas antes de iniciar a competição, na qual a seleção brasileira entra novamente como a única pentacampeã.


— É saber a qualidade de cada jogador, o que é essa camisa do pentacampeão e confiar. Eu vim nas últimas convocações e tenho uma confiança muito grande nesse grupo, nos treinadores, jogadores; o trabalho está sendo bem feito. Tem coisas ainda para melhorar, estar confiante e dar o máximo — explicou.

Fabinho também comentou sobre a “ajuda” que recebeu de Casemiro para retornar à seleção. Questionado sobre um possível concorrente pela vaga de primeiro volante, o jogador do Manchester United relembrou o companheiro de tempos de Inglaterra e seleção.


Posteriormente, Fabinho foi convocado por Carlo Ancelotti e voltou a disputar uma Copa do Mundo após defender o Brasil no Catar, na condição de suplente.

— Foi legal que o Casemiro falou sobre mim; é um cara experiente, vencedor e bom conhecedor da posição. Tive confrontos contra ele, estive junto com ele aqui na seleção. Foi legal ter um reconhecimento de um cara como ele. Se de alguma maneira recebi oportunidade na seleção, sou grato a isso, mas sei que aqui tenho que mostrar que sou bom o suficiente. Na Copa de 2022, eu fiz um jogo contra Camarões e nossa vontade é estar em campo, ajudar e me preparo para isso — detalhou.


Por fim, Fabinho comemorou a oportunidade de voltar a disputar um Mundial com a camisa da seleção brasileira e relembrou as dificuldades para se manter no radar da comissão técnica após deixar o futebol europeu e atuar no mercado árabe.

— Sabia que minha mudança de clube poderia me afastar um pouco da seleção, mas sempre tive esperança de voltar, ter oportunidade e, a partir daí, era comigo. Foi um período meio longo, quase três anos sem ser convocado, mas é muito bom estar de volta. Muito bom receber a oportunidade em novembro. Estar aqui na Copa é muito especial — completou.

Antes da estreia contra o Marrocos, no dia 13 de junho, o Brasil ainda terá um último amistoso de preparação, contra o Egito, antes da Copa do Mundo. A bola rola a partir das 19h (de Brasília), no Huntington Bank Field, em Cleveland.

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