COI monta força-tarefa e considera Jogos no primeiro semestre de 2021

Presidente Thomas Bach afirma que decisão será tomada o mais rápido possível. Competição não será em 2020 por causa do surto de coronavírus

Presidente Thomas Bach afirma que decisão será tomada o mais rápido possível

Thomas Bach está tentando encontrar uma solução para as Olimpíadas

Thomas Bach está tentando encontrar uma solução para as Olimpíadas

Lance

Um dia após sacramentar o primeiro adiamento de uma edição de Jogos Olímpicos e Paralímpicos na história, o Comitê Olímpico Internacional (COI) montou uma força-tarefa para definir a grande questão em aberto sobre Tóquio-2020: as novas datas. O alemão Thomas Bach, presidente da entidade, prometeu nesta quarta-feira que a decisão será tomada "o mais rápido possível", e considerou a possibilidade de as disputas ocorrerem logo no primeiro semestre, e não necessariamente no verão no hemisfério norte.

"(Os Jogos) não se restringiriam aos meses de verão", disse Bach, em teleconferência com jornalistas.

O dirigente afirmou que o adiamento, decorrente da pandemia do novo coronavírus, é um "enorme quebra-cabeça e que "todas as peças precisam se encaixar". Ele também destacou a necessidade de "sacrifícios e compromissos" de todas as partes interessadas para garantir o sucesso dos Jogos e afirmou que o diálogo com as federações internacionais dos 33 esportes do programa olímpico terá sequência nesta quinta-feira.

"Temos que ver com eles quais são as opções. Depois de consultá-los, também precisamos levar em conta o calendário esportivo dos Jogos Olímpicos e muitas outras questões. Devemos chegar a uma solução o mais rápido possível, mas a primeira prioridade deve ser a qualidade da decisão, para poder realmente levar em consideração a entrada de todas as partes interessadas", disse Bach.

O futuro da Vila Olímpica, cujos apartamentos já estavam reservados para seus compradores, bem como a disponibilidade de diversas instalações reservadas para o megaevento ainda é incerto. O ex-esgrimista afirmou que ainda não há uma solução para essas questões.

"Esta é uma das muitas milhares de perguntas que essa força-tarefa terá que resolver. Esperamos e faremos o que pudermos para que haja uma vila olímpica, a vila é onde o coração dos Jogos bate", declarou Bach.

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