Lance Dez anos da Copa do Brasil do Vasco: A luta de um clube contra a lenda do canto do cisne

Dez anos da Copa do Brasil do Vasco: A luta de um clube contra a lenda do canto do cisne

A felicidade foi artigo raro em São Januário desde antes da conquista que completa uma década nesta terça-feira. Depois, o cenário ficou mais nebuloso ainda

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Reza a lenda que o canto do cisne é o último feito antes da morte do animal. A última grande obra de um grande artista. A última dança antes do fim da festa. A última vez em que se fez beleza. É uma metáfora. Uma lenda. É óbvio que o Vasco não vai morrer. Esta alusão se dá pela história que vinha sendo contada antes e se aprofundou depois do título da Copa do Brasil, exatamente dez anos atrás. O Cruz-Maltino luta para se reacostumar com a felicidade.

Desde que a geração multicampeã entre 1997 e 2000 foi desmantelada, o Vasco até viu títulos não estaduais estarem próximos, como a final da Copa do Brasil de 2006. Porém, jamais houve uma construção de elenco que gerasse real esperança na torcida. Grandes atacantes se somavam a defensores de nível sofrível e a revelações pouco expressivas.

Até que as coisas começaram a acontecer positivamente. Tanto que, também dez anos atrás, o Campeonato Brasileiro ficou no quase - quase que o árbitro apita corretamente.

Aquela conquista que embebedou com doses e doses de razão uma geração de torcedores foi também o ponto alto de um grupo de jogadores até ali. É o único título de Anderson Martins, por exemplo, até hoje. Foi o primeiro título de Romulo. Foi a primeira grande conquista de Fernando Prass, Dedé e Allan. Um time que deu liga após um início de ano horroroso. Mas deu tão certo que a saudade bate reciprocamente.

-> Confira a tabela da Série B do Campeonato Brasileiro

O último a voltar foi Romulo, mas Ramon também o fez. E parcela relevante de torcedores torce por uma nova passagem de Dedé e Diego Souza. O drama e o apelo afetivo acontecem também - ou principalmente - porque os anos que vieram depois foram de dor. Outros três rebaixamentos, pouca imposição esportiva sobre adversários e um noticiário que foi mais às páginas policiais do que à sala de troféus.

Durante dez anos, até 2011 era difícil para o vascaíno ser feliz constantemente. Aquele ano passou e ficou mais raro ainda. O Vasco não acabará. Contudo, esportivamente, os atores de dentro e fora do campo precisam provar que a lenda do canto do cisne... é só uma lenda.

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