Lance Com retorno do público aos estádios, ex-CEO do Bahia analisa impactos na realidade das equipes

Com retorno do público aos estádios, ex-CEO do Bahia analisa impactos na realidade das equipes

Pedro Henriques, que também já foi vice-presidente do Bahia, ajuda a entender tal realidade para os clubes no Brasil

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O avanço da vacinação no Brasil e a diminuição de restrições traz ao meio do futebol a inevitável análise sobre a possibilidade da volta das torcidas aos palcos do esporte brasileiro.

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O retorno da presença dos torcedores nos estádios influencia não apenas na atmosfera das partidas de futebol, mas também nos planejamentos dos clubes. O ex-CEO e antigo vice-presidente do Bahia, Pedro Henriques, com vasta experiência no contexto interno do futebol brasileiro, comentou o assunto.

- A volta do público impacta o futebol de diversas formas. Não vou nem mencionar as questões de saúde que deveriam ser premissas fundamentais para se falar no assunto. Quando pensamos em receitas, claramente o impacto é muito significativo. Não apenas pela bilheteria e vendas (alimentos, bebidas, material esportivo) que ocorrem dentro dos estádios, mas, especialmente, pelo estímulo aos programas de sócios de vários clubes que têm como principal apelo o acesso garantido ao estádio. Nesse sentido, as frustrações de receitas nesse período de pandemia foram milionárias. Desse modo os clubes poderão revisitar suas previsões orçamentárias para adequá-las à nova realidade, pois, certamente, um eventual retorno do público irá trazer uma receita que os gestores mais conservadores (e responsáveis) não devem ter previsto, o que pode ser muito positivo para os clubes, permitindo investimentos até então não imaginados. - disse Pedro.

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Graduado e professor de Direito, Pedro Henriques foi eleito o melhor CEO de clubes do Brasil pela CONAFUT em 2020. O especialista explicou também os possíveis aspectos jurídicos que podem impactar na situação atual.

- Os clubes, via de regra, não tem especialistas em infectologia e saúde pública e dependem de orientação das entidades organizadoras das competições e também das autoridades locais. Então, obviamente, é necessário um alinhamento com essas autoridades, pois, não adiantaria, por exemplo, a CBF autorizar o público nos jogos do Brasileirão se os governos locais não derem essa permissão. Além disso, há uma outra pendência relevante em se tratando de campeonato Brasileiro, que seria o ajuste supostamente feito pelos clubes quando foi realizada reunião do conselho técnico da competição. Há alegações de que nessa oportunidade teria sido ajustado que o publico só voltaria quando todos os times pudessem fazer isso com autorização dos governos locais, justamente para evitar um desequilíbrio técnico na competição, afinal o clube que puder jogar diante de seus torcedores estaria beneficiado diante daquele que fosse proibido. Apesar disso, assistimos a ida de alguns clubes ao STJD para garantir a possibilidade de mandar seus jogos com público o que, possivelmente, acarretará algumas celeumas jurídicas mais adiante. - finalizou.

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