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Com alta de casos de pedofilia, clubes brasileiros explicam medidas para coibir crime

Representantes de Goiás, Guarani e Internacional detalham políticas adotadas no combate a pedofilia

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Uma matéria exibida pelo programa 'Fantástico', datada do final de março, mostra o desfecho do caso de uma menina de 12 anos recuperada pela polícia após ser aliciada por um homem de 25 anos pelo TikTok, sendo sequestrada e tendo trocado beijos com ele.

Dentro desse aspecto, as redes sociais tem sido mais uma forma dos aliciadores chegarem às vítimas e casos como esses se tornaram tendência no Brasil. Algo que é suportado pelos dados de 2022 junto a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH). No meio esportivo, o tema também é tratado com zelo.

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No Brasil, onde o aumento dos casos de abuso sexual contra crianças foi tema de debate em audiência da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa), em junho de 2022, a pedofilia e o assédio sexual também são temas recorrentes do mundo esportivo. Principalmente em se tratando das categorias de base, onde jovens ainda em formação podem ficar expostos diariamente ao contato com adultos abusadores.

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Nesse espectro, um dos casos mais chocantes foi o de Barry Bennell, ex-treinador inglês que foi condenado em 2018 por abusar de 12 crianças com idades de 8 a 15 anos de idade. Ele esteve na equipe do Crewe Alexandra, hoje na quarta divisão, entre os anos 80 e 90.

Tendo em vista esse histórico e a nova tendência de abusos sexuais contra jovens, clubes do futebol nacional explicam como enxergam questões sociais e como as tratam com os atletas, no âmbito das categorias de base. Nesse momento da carreira, além de ser quando ainda estão em formação, também é o período em que estão sucetíveis a casos de pedofilia.

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Na Série A do Campeonato Brasileiro, o Diretor Geral da base do Internacional, Felipe de Oliveira, diz que o clube entende ser fundamental o debate de temas importantes da realidade com os jogadores e que a formação na base também deve abranger o desenvolvimento como pessoa. Sobre a prevenção aos casos de abusos contra menores, ele ressalta que o Colorado enxerga a questão com a atenção necessária:

- Trata-se de um problema social que passou a ter visibilidade nos últimos anos. Isso não necessariamente significa que hoje tenhamos mais casos do que no passado, mas que o relato de adultos que foram vítimas de pedofilia no passado é cada vez mais frequente. A vítima de atos pedófilos costuma apresentar alterações de comportamento no cotidiano, por isso é importante o contato permanente com as famílias e o trânsito fácil de informações, como temos na base, para identificar qualquer tipo de alteração comportamental. Felizmente, não temos nenhum caso verificado no clube.

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Também na elite nacional, o Goiás frisa a preocupação constantemente com protocolos para combater não apenas a pedofilia, mas também o machismo e outros tipos de atos criminais. O Diretor das Categorias de Base do clube, Eduardo Pinheiro, explica as medidas adotadas internamente:

- O tema é abordado constantemente com os atletas em formas de palestras e conversas organizadas pela assistente social do clube. Mesmo sem ter nenhum caso de violência sexual ou machismo nos últimos anos, nos preocupamos com a questão. Temos uma política interna que inclui regras claras de comportamento para os colaboradores e atletas, criamos campanhas de conscientização e promovemos uma maior participação das mulheres no nosso corpo multidisciplinar. Não toleramos nenhuma forma de preconceito, seja pela orientação sexual, por religião, raça ou gênero.

Já na segunda divisão nacional, o Psicólogo do Guarani, André Luis Aroni, diz que o clube também compreende que a formação esportiva deve abranger a vida do futebolista como um todo, inclusive no profissional. Segundo ele, o Bugre também tem acompanhado e discutido com os atletas sobre outros casos ao redor do mundo:

- Além do cuidado diário nas dependências do clube e nos locais de treino e jogo, temos trabalhado com discussões semanais de temas específicos com os atletas do Sub 15, 17 e 20. O objetivo é debater alguns temas ‘desconfortáveis’ para eles, mas fundamentais na vida atlética e no extracampo. Neste sentido, o trabalho deve instrumentalizar o jovem para o dia a dia, evitando o abuso e o ser abusado, em inúmeras situações e contextos vividos por eles.

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