Lance Clube alemão encerra contrato de patrocínio com estatal russa após 15 anos de parceria

Clube alemão encerra contrato de patrocínio com estatal russa após 15 anos de parceria

Maior empresa de exportação de gás natural do mundo, a Gazprom é uma das principais parceiras da Uefa

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Após inicialmente suspender o contrato com a Gazprom, empresa estatal russa do ramo de energia, o Schalke 04, tradicional clube alemão, anunciou nesta segunda-feira (28) a rescisão total do contrato com a companhia.

Na última quinta-feira (24), dia em que iniciaram os conflitos entre Rússia e Ucrânia, o clube anunciou a paralisação da parceria e a retirada do nome do patrocinador das camisas. Agora, o fim de vez com a maior empresa de exportação de gás natural do mundo, após 15 anos de contrato.

Através do um comunicado oficial, o Schalke noticiou aos seu torcedores sobre o rompimento com a empresa russa:
- A diretoria do FC Schalke 04 decidiu, com a aprovação do conselho fiscal, encerrar prematuramente a parceria entre FC Schalke 04 e Gazprom. A plena capacidade financeira do clube mantém-se inalterada após esta decisão - escreveu o Schalke.

Na semana passada, o Schalke informou que a parceria estava sendo interrompida devido aos 'acontecimentos recentes'.

A Gazprom é a maior empresa russa do ramo de energia e também a maior exportadora de gás do planeta, sendo fornecedora fundamental para diversos países europeus com economia forte. A gigante é patrocinadora do Schalke desde 2007 e tem outros investimentos importantes no futebol europeu, também sendo uma parceira antiga da Uefa, a ponto de patrocinar a Liga dos Campeões.

ENTENDA O CASO
Desde 2014, a região de Donetsk se declarou independente da Ucrânia e por conta dos conflitos geopolíticos, o Shakhtar teve que deixar a cidade de origem e atuar em Kiev. O mesmo acontece com a região de Luhansk. Na última segunda-feira, Vladimir Putin, presidente da Rússia, reconheceu a independência das duas províncias.

Nesta quinta-feira, a Rússia decidiu invadir militarmente a Ucrânia com o argumento de que está atuando em defesa das reivindicações territoriais. No entanto, há pouco esclarecimento se a nação de Putin busca apenas garantir a soberania de Donetsk e Luhansk ou se planeja se expandir territorialmente.

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