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CEO do Atlético-MG explicou funcionamento da SAF do clube e quem irá comandar o 'Novo Galo'

Bruno Muzzi detalhou o processo de mudança do Alvinegro

Lance

Lance|Do R7


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(Pedro Souza/Atlético-MG)

O Atlético-MG fez um detalhamento de como vai funcionar a sua SAF na manhã desta quinta-feira (13). Bruno Muzzi, CEO do Galo, explicou que 75% das cotas do futebol do clube serão da SAF e os outros 25% ficarão a cargo da Associação, que manterá sob seu patrimônio a sede de Lourdes e o clube Labareda.

A Galo Holding vai adquirir 75% da SAF atleticana, com empresários atleticanos e um fundo de investimentos. Eles irão aportar R$ 913 milhões de imediato no empreendimento e ainda assumirão 100% da dívida do clube, de quase R$ 1,8 bilhão. Segundo Muzzi, a SAF do Atlético é avaliada em R$ 2,1 bilhões.

Como será o aporte

Cerca de R$ 600 milhões dos R$ 913 milhões iniciais serão para pagamento de dívidas do Galo com os seus credores. 

-E nosso planejamento é que para 2024, 2025, 2026 a gente consiga manter a SAF equilibrada, manter o planejamento, fazer pagamento aos bancos, aos agentes, aos clubes, tentando evitar processo na Fifa, evitando taxa de juros, e o mais importante, durante esse período, a gente vai conseguir manter a folha de futebol competitiva, que é na casa de R$ 200 milhões- explicou Bruno Muzzi. 

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O gestor também comentou sobre como o novo Atlético SAF vai gerenciar a folha de pagamento do elenco, colocando um limite orçamentário entre 30% e 42% da receita do clube, com o valor ficando em torno de R$ 40 milhões por ano.

-O conselho aprovando (a SAF), a gente espera um período de mais 60 dias (para a concretização do negócio), porque a SAF tem várias etapas burocráticas-, contou Muzzi.

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Divisão da Galo Holding

A Galo Holding será formada por um grupo de empresários que vão comprar 75% da SAF do Galo. Eles dividirão os valores da seguinte forma:

-78%, cerca de R$ 713 milhões, vindos dos mecenas do Galo, os 4Rs (Rubens Menin, Rafael Meni, Ricardo Guimarães e Renato Salvador).

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-Dois fundos de investidores, cada um com 11% e aporte de R$ 100 milhões. Um desses dois fundos já está assegurado, com um investidor certo. O segundo fundo, formado por grupo de empresários atleticanos, ainda está em processo de captação. 

- Desde o início do ano, vínhamos pensando num plano B, e até num C. Tanto é que a estrutura prevista, Galo Holding, associação, investidores, é a mesma que mantemos para todas. A mudança eram quem seria o investidor. A gente queria um cheque maior para dar conta do investimento. O que temos na mesa é isso. O Peter Grieve é um dos investidores que avançou bastante. Ele ainda pode apresentar um fundo para entrar. O fato é que vinha se falando de controle, junto dos Rs, mas não é isso no momento. O controle é uma SAF caseira, da Galo Holding, com 78% sendo controlado pelo Rs. O Grupo City nunca fez proposta, como a Fenue, nem como QSI, muito relacionado ao perfil do clube. Nunca houve proposta formal. Houve conversas, mas o Atlético não era o perfil do Grupo City. Os perfis não eram o que buscávamos-disse Muzzi, que comentou sobre a negociação com o Grupo City.

-Basicamente, o que o Grupo City queria era ter 90% de controle deles e que eles pudessem, de fato, formar jogadores e fazer a transição para a Europa. É muito do que um grupo tão pesado como esse tem. Se você tivesse grupo com plataforma de clubes, os jogadores de base ou jovens, com relevância de venda, você colocar num time dessa estrutura, isso facilita bastante. Acredito que fomos num caminho mais pra frente, de plataforma, de join-venture, seria muito bem-vindo para a gente também- completou.

Como será o comando da SAF?

A diretoria executiva da SAF do Galo será escolhida por um conselho formado por sete membros: são dois indicados pelo grupo atual de conselheiros do clube e mais cinco vindos da Galo Holding. 

De acordo com Bruno Muzzi, ainda está sendo discutido se a SAF terá dois CEOs, um que ficaria responsável pelas questões executivas e outro pelo futebol.

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