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Cassundé diz que achou VaideBet no ChatGPT e explica comissão de R$ 25 milhões do Corinthians

Sócio-proprietário da Rede Social Media Design, o empresário prestou depoimento à polícia na última terça-feira (25)

Lance

Lance|Do R7


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Alex Fernando André, conhecido como Cassundé, empresário que supostamente intermediou acordo de patrocínio entre Corinthians e VaideBet, afirmou na última terça-feira (25) à polícia que conheceu a empresa através do ChatGPT, uma ferramenta de inteligência artificial.

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O empresário respondeu sobre a participação no negócio em depoimento no DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), com duração de cerca de 3h30.

Após ter ciência da empresa, Cassundé entrou em contato com um representante da VaideBet, que afirmou só negociar com o clube. A partir deste momento, ele acionou Sérgio Moura, ex-superintendente de marketing do Corinthians. Sérgio, então, orientou que ele procurasse Marcelo Mariano, diretor administrativo.

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Com Marcelinho, como é conhecido no Parque São Jorge, à frente das conversas, a diretoria corintiana finalizou a operação, fixada em R$ 370 milhões por três anos de contrato.

CASSUNDÉ NEGA TER SOLICITADO COMISSÃO PELO ACORDO

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No mesmo testemunho, Alex Cassundé negou ter exigido comissão de R$ 25,2 milhões que o Corinthians prometeu repassar a Rede Social Media Design, a qual ele é sócio-administrativo. O valor corresponde a 7% do acordo de R$ 370 milhões assinado entre as partes, o maior da história do futebol brasileiro.

O relato de Alex, no entanto, contraria a versão da VaideBet, que reconheceu em comunicado oficial a participação de um intermediador na parceria.

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Até o momento, ele recebeu R$ 1,4 milhão pela intermediação do acordo entre Corinthians e a casa de apostas. Apesar do clube prever o pagamento de R$ 25,2 milhões à empresa onde Cassundé é sócio, a quebra do vínculo suspendeu os repasses.

A respeito do transferência de aproximadamente R$ 1 milhão à Neoway, tida como uma empresa "laranja", Cassundé revelou se tratar de um outro negócio envolvendo a contratação de serviços de telemedicina. De acordo com o empresário, ele pagou pelo serviço que não recebeu e afirmou ser vítima de um golpe. Ele, porém, preferiu não registrar um boletim de ocorrência.

- Foi uma parceria de um negócio que ele teve, tudo regularizado. Houve esse questionamento se esse depósito foi feito de forma irregular, e ele esclareceu que não foi irregular, foi de uma forma certa. Ele, de repente, foi vítima até de um golpe - disse o advogado Cláudio Salgado, representante de Cassundé no caso.

- O mais importante é que está esclarecido. Não há repasse para o Corinthians, não há corrupção, nada disso - finalizou.

RELAÇÃO ENTRE AUGUSTO MELO E CASSUNDÉ

Integrante da equipe de comunicação de Augusto Melo durante a campanha eleitoral realizada no ano passado, Cassundé afirma ter trabalhado de forma voluntária no processo que culminou na vitória de Augusto.

O empresário chegou ao grupo de oposição via indicação de Sério Moura, com quem possuía relações comerciais no meio publicitário. Alex, inclusive, revelou em depoimento que mantinha contato apenas com Sérgio dentro do Corinthians.

RELEMBRE O FIM DA PARCERIA

Assinado em janeiro deste ano, o acordo entre as partes tinha validade até dezembro de 2026 e previa o pagamento de R$ 370 milhões. Deste montante, o clube recebeu pouco menos de R$ 70 milhões desde o início do ano.

No dia 27 de maio, a VaideBet notificou o clube solicitando explicações a respeito da suposta participação de um "laranja" na intermediação. No documento enviado à diretoria corintiana, a empresa afirma que "a vinculação do nome da VaideBet com o presente escândalo envolvendo a diretoria do Corinthians e a intermediadora tornam a presente relação contratual excessivamente onerosa para o patrocinador"

O Corinthians retornou a notificação no dia seis de junho, mas os argumentos apresentados não convenceram a patrocinadora, que optou pelo término da parceria.

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