Brasil leva delegação jovem para o Mundial de atletismo paralímpico

Nova geração compõe 30% da deleção brasileira que disputará o evento, em Doha

Lance

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Quase um terço da Seleção Brasileira que disputará o Campeonato Mundial de atletismo paralímpico a partir desta quinta-feira é de atletas jovens, com até 23 anos. Ao todo, a equipe tem 43 competidores de 17 estados e do Distrito Federal, que estarão em ação na pista e no campo do Dubai Club for People of Determination até o dia 15 de novembro.

– Faz parte de um novo processo do CPB pensar em medalhas a longo prazo, ter uma grande estrutura e uma renovação constantes. Esses jovens já fazem parte desse projeto. Nós identificamos talentos e demos continuidade a formação com suporte e trabalhando junto com os treinadores dos seus clubes. Acredito que os que estão aqui em Dubai podem já chegar ao pódio dos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020 – disse Jonas Freire, diretor-técnico adjunto do Comitê.

Aos 18 anos, o paulista Thomaz Ruan já levou o Brasil ao pódio ao ser vice-campeão no salto em distância e nos 400m no Mundial de Jovens de 2017, na Suíça. O atleta da classe T47 nasceu com má-formação no braço direito e correrá apenas a prova de pista no Oriente Médio.

– Eu estou muito feliz por estar no meu primeiro Mundial Adulto. Eu tive uma grande caminhada até chegar aqui, então eu fico muito grato por estar junto de outros grandes atletas e poder representar o Brasil. Aqui, a atmosfera é outra. Fico mais animado e esperançoso para o dia da prova – disse o atleta.

Outra jovem é a maranhense Rayane Soares, 22 anos, que disputará seu primeiro Mundial. A velocista tem baixa visão devido a microftalmia bilateral congênita e correrá os 100m, os 200m e os 400m da classe T13 em Dubai.

– Hoje eu realizo sonhos que na aqui verdade eu nunca sonhei. Nunca passou na minha cabeça que eu estaria em Dubai ou em outro país. Estou muito ansiosa para competir logo, principalmente os 400m – falou a jovem.

Entre os jovens da Seleção Brasileira também estão atletas que já têm familiaridade com o pódio, como o paraibano Petrucio Ferreira, recordista e campeão mundial dos 100m T47 (para amputados de braço), o paulista Daniel Martins (T20), recordista e bicampeão mundial dos 400m T20 (para deficientes intelectuais) e a paulista Verônica Hipolito, que faturou a prata nos 100m e o bronze nos 400m T38 (para paralisados cerebrais) nos Jogos Paralímpicos Ri-2016. Todos têm 23 anos.

Cerca de 1.400 atletas, de 120 países, competem em 172 provas no Mundial de Dubai. A última edição foi realizada em julho de 2017, em Londres. O Brasil ficou no nono lugar do quadro-geral de medalhas. A equipe nacional foi composta por 25 atletas e conquistou 21 medalhas, sendo oito de ouro, sete de prata e seis de bronze. O melhor desempenho do Brasil em um Mundiais aconteceu em Lyon, em 2013, quando 40 medalhas foram conquistadas (16 ouros, dez pratas e 14 bronzes).