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Bia Haddad comenta grandes momentos e quer fechar ano no WTA Finals

Brasileira disse ter que conviver com lesão no joelho, mas está melhor e mira estar na segunda semana do US Open

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A paulistana número 1 do Brasil e 13ª do mundo, conversou com os jornalistas ao chegar ao Brasil após 24 semanas de grandes resultados no saibro e grama europeus, tendo alcançado suas duas melhores campanhas em Grand Slam da carreira, semi em Roland Garros e nas oitavas em Wimbledon. 

"Ficar saudável neste período, por três anos, e assim trabalhar melhor física e tecnicamente", foi assim que Bia definiu o caminho para poder alcançar as duas melhores campanhas de brasileiras em torneios do Grand Slam na Era Aberta e consecutivamente.

Uma das personalidades esportivas mais buscada na internet brasileira nos últimos 30 dias, a paulistana foi questionada sobre como faz para lidar com a pressão de estar entre as melhores do mundo e chamando a atenção do público, principalmente o que está fora do tênis. "A gente (ela e sua equipe) conversa muito sobre isso. Eu me sentia muito mais pressionada jogando uns ITF US$ 25 mil, contra tenistas de ranking superior, elas jogando com menos pressão por resultado e eu precisava me recuperar", recordou a brasileira sobre seu retorno ao circuito após a suspensão por doping.

A brasileira, que está há 42 semanas entre as 15 melhores do mundo, pontuou que como qualquer profissional que sabe das próprias capacidades, ela se pressiona para buscar melhores resultados, que trabalha diariamente por isso, mas que está "blindada" de expectativas externas. 

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"Durante torneios eu não abro minhas redes sociais. Quando eu estou treinando ou jogo, eu não respondo nem quem me envia mensagens. Peço desculpas pessoal. Mas eu estou focada no meu trabalho e na minha carreira. Das minhas redes, a pessoa que trabalha comigo me avisa se algo importante aparece, mas assim… antes eu era uma pessoa que me alimentava dos elogios que recebia, mas fui mudando. As pessoas hoje em dia, em especial na internet, se sentem no direito de falar o que elas querem. Se eu ganho e alguém me escreve o elogio, vai saber se não foi essa mesma pessoa que me xingou quando eu perdi? Então, aprendi a me desprender dessa necessidade de elogios e eu não vejo nada mesmo", revelou.

Beatriz Haddad Maia ainda revelou que ao sentir como a mídia estava lidando com sua campanha em Roland Garros, ela optou por permanecer na Europa após a eliminação. "Não quis vir para não cair no 'oba-oba', nosso foco era seguir trabalhando e alcançando resultados, então me preparei pra grama”.

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Bia Haddad falou sobre a desistência em Wimbledon e como foi a decisão de abandonar o jogo: "Foi uma fatalidade, há muito tempo eu não sentia dor nas costas. Quando eu senti a dor, na minha cabeça eu só sentia a dor. Então, foi tudo muito rápido, aquele tempo da fisio entra em quadra e você tem três minutos para entender o que está sentindo e como vai ficar ali com isso. Na minha cabeça estava só preocupada com a minha saúde. Para aquele jogo, para seguir você precisa estar jogando e bem, porque não é só jogar, tem que o jogo é naquele palco, contra uma jogadora como ela (Elena Rybakina) e quando eu voltei e fui devolver o saque dela e eu vi que estava 20% do que eu poderia demonstrar, então, foi levantar a cabeça e cumprimentar ela".

"Foi uma contratura muito forte, que acabou pinçando um nervo. Mas estou bem melhor, estou trabalhando fisioterapia e físico para já voltar bem para a próxima programação", esclareceu a tenista que disse estar tendo que lidar com o problema no joelho, mas bem melhor: "Eu tive uma lesão muscular e outra lesão que é algo que vou ter que lidar por enquanto, não tem algo a fazer, algumas semanas provavelmente estarei sentindo. Meu clínico está melhor, to me sentindo cada dia melhor e agora vou lidar com isso. Costas estão bem melhores e agora esse incômodo no joelho".

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Como próximo objetivo para o ano, a brasileira está focada em buscar a classificação para a disputa do WTA Finals, que seria estar entre as oito melhores. Lembrando que a brasileira esteve por uma semana no top 10. "Acho que as duas primeiras já estão garantidas, mas está tudo embolado entre as outras oito. Agora chega a Vondrousova também, então qualquer semana grande pode mudar tudo", destacou.

Perguntada sobre o objetivo para o US Open, a brasileira pontuou: "Meu objetivo é o mesmo para todos os slams, que é chegar na segunda semana, para ser justa comigo".

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A programação da brasileira para as próximas semanas está definida com as disputas dos WTA 1000 de Montreal (Canadá), no início de agosto, e Cincinnati (Estados Unidos), uma semana de preparação e a disputa do US Open, que começa no dia 28 do próximo mês.

Elogios a Maria Esther Bueno

A brasileira comentou sobre as marcas que vem batendo e evitou qualquer comparação com a multicampeã de Grand Slam, Maria Esther Bueno. A paulistana elogiou a Rainha do tênis brasileiro: "Algo que a Maria Esther nos ensina e nos traz é a força e o poder que mesmo sendo brasileiros, sul-americanos, naturalmente ainda olhando lá fora pisando em casco de vidro...às vezes chego em torneios com foto dela na parede eu olho e digo, ela tá ali, eu posso também estar. Maria Esther fez coisas que não sei se será impossível, mas é muito difícil outra mulher fazer. Nunca vou comparar eu com ela. Existe um abismo de feitos, de história, mas respeito muito, sei que a família dela me acompanha, queria agradecer, eles sempre me passam carinho e agradeço muito pois muitas jogadoras da idade lutaram por seus direitos na época, ganhar dinheiro, usar uma saia um pouco mais curta na quadra".

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