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Dois em cada 3 gols da Argentina na Copa saíram nos minutos finais ou prorrogação

Seleção de Lionel Scaloni transformou os minutos finais em sua principal arma no Mundial

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Lautaro Martínez cabeceia para marcar o gol da vitória da Argentina sobre a Inglaterra na Copa do Mundo Agustin Marcarian/Reuters - 15.07.2026

A campanha da Argentina na Copa do Mundo está marcada por grandes viradas, classificações épicas, tensão e pressão nos momentos finais das partidas. E isso, além de icônico, é estatístico. E os dois gols feitos na vitória de virada sobre a Inglaterra, por 2 a 1, só reforçaram os números da equipe de Lionel Scaloni em períodos decisivos.

Dos 19 gols marcados pela Argentina na Copa do Mundo, 12 deles (cerca de 66% dos tentos) foram feitos a partir do minuto 75 das partidas ou na prorrogação. A Albiceleste é a seleção que mais anotou gols neste enquadramento e também é a que mais marca nos acréscimos finais (são três nesse quesito, contra Áustria, Egito e Inglaterra). Dos oito gols marcados na fase de grupos, três entraram nesta estatística, e, dos 11 tentos do mata-mata, nove foram nos minutos finais ou tempo extra.


Gols marcados pela Argentina a partir do minuto 75 ou prorrogação:

  • 1 gol contra a Argélia — Messi, aos 76’
  • 1 gol contra a Áustria — Messi, aos 95’
  • 1 gol contra a Jordânia — Messi, aos 80’
  • 2 gols contra Cabo Verde — Lisandro Martínez, aos 2’ da prorrogação e Diney Borges (contra), aos 21’ da prorrogação
  • 3 gols contra o Egito — Romero, aos 79’, Messi, aos 83’ e Enzo Fernández, aos 92’
  • 2 gols contra a Suíça — Julián Alvarez, aos 22’ da prorrogação, e Lautaro Martínez, aos 31’ da prorrogação
  • 2 gols contra a Inglaterra — Enzo Fernández, aos 85’ e Lautaro Martínez, aos 92’


Dentre as sete vitórias da Argentina nesta Copa do Mundo, duas foram de virada: contra o Egito, após a equipe africana abrir 2 a 0, e contra a Inglaterra, que abriu o placar no início da segunda etapa.

Os números evidenciam uma característica da Argentina de Lionel Scaloni: a capacidade de manter a intensidade e decidir partidas nos momentos mais críticos. Foi assim durante praticamente toda a campanha no Mundial, e a seleção chega à decisão contra a Espanha apostando, para além da qualidade técnica, justamente nesta força emocional e na eficiência nos minutos finais para tentar conquistar o bicampeonato consecutivo da Copa do Mundo.

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