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Arbitragem em foco: L! debate as novas orientações da CBF e os impactos no futebol brasileiro

Ex-árbitros avaliam condutas em relação a reclamações e a acréscimos durante as partidas disputadas no Brasileirão e nas demais competições...

Lance

Lance|Do R7

O futebol brasileiro vem traçando novos rumos em relação à arbitragem. As novidades que o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Seneme, anunciou que aconteceriam a partir do Brasileirão incluíam entre suas recomendações um rigor maior contra reclamações (especialmente quando o árbitro for em direção ao VAR) e um número maior de acréscimos.

As mudanças chamaram atenção desde a primeira rodada. Entre os cartões, 20 amarelos foram direcionados após reclamações. Também houve um cartão vermelho. Os demais jogos do futebol nacional têm rendido outras situações inusitadas.

Ao LANCE!, ex-árbitros apontaram os novos desafios de quem está com o apito.

QUESTÕES DISCIPLINARESMaurício Barbieri: um dos treinadores expulsos no início do Brasileirão (Foto: Daniel RAMALHO/VASCO)

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O rigor em relação a reclamações ficou mais nítido logo de cara. A prova disso foi o jogo entre Vasco e Palmeiras, na segunda rodada: no Maracanã, as duas equipes não contaram com seus respectivos treinadores, pois ambos tinham sido expulsos logo na estreia das equipes no Brasileirão.

Comentarista de arbitragem na Rádio Itatiaia, Márcio Rezende de Freitas vê aspectos positivos nesta linha. No entanto, vê caminhos para serem percorridos.

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- Deu uma melhorada na parte disciplinar. Os árbitros estavam muito politicamente corretos em relação a cartões, inclusive ao aplicarem para treinadores. Só que ainda falta aprimorar algumas coisas. Quando há uma decisão ligada ao VAR, alguns jogadores não respeitam a autoridade da arbitragem. Isso tem de ser mais cobrado - disse.

Em seguida, frisou que era necessária uma conduta mais enérgica com treinadores.

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- Treinadores têm de ficar restritos à área técnica! Não podem presssionar a arbitragem em hipótese nenhuma. Isso tem de ser coibido - destacou.

O ex-árbitro Carlos Eugênio Simon exaltou a mudança de comportamento dos árbitros. Porém, deixou um alerta do que vem transcorrendo em campo.

- Em relação à disciplina, sempre defendi que o árbitro precisa ter autoridade e não autoritarismo em campo. Precisa punir quando as punições vão veementes. Mas a gente está vendo nesse ano problemas em relação à marcação de faltas! - e pontuou:

- É claro que é positivo esse freio nos protestos e nas reclamações. Só que os árbitros estão deixando passar faltas claríssimas! Esse trabalho precisa ser feito com calma com os árbitros - explicou.

Quanto aos cartões distribuídos aos técnicos, Simon foi veemente.

- O papel do treinador é de orientar seus comandados. Não pode pressionar a arbitragem - destacou.

A DURAÇÃO DOS ACRÉSCIMOSCruzeiro e Fluminense: segundo tempo teve acréscimos de 14 minutos (MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE FC)

A CBF seguiu as regras da Fifa também em relação a acréscimos. Assim como aconteceu na Copa do Mundo de 2022, os acréscimos têm sido mais extensos nos dois tempos. A novidade rende controvérsias entre quem vivenciou a arbitragem.

- Nem todas as partidas necessitam de um acréscimo enorme. Não precisa dar mais oito porque o chefe dá oito. A impressão é de que há uma ordem de cima de que o mínimo é de seis (de desconto) no primeiro tempo e de dez no segundo. Mas não é e nunca foi assim. Se, conforme a regra original, um tempo pede dois minutos de acréscimos, define que são dois minutos e pronto! Cada jogo é apitado de uma forma, uns duram mais, outros duram menos - afirmou Márcio Rezende de Freitas.

Carlos Eugênio Simon também apontou o que a arbitragem tem de levar em conta o passar os minutos a serem descontados.

- O árbitro tem mecanismos para acrescentar o tempo de acordo com a regra. São substituições, paralisações, eventuais expulsões... Pelo que teho acompanhado, a impressão é que criou-se uma obrigatoriedade de que um tempo tenha pelo menos dez minutos. O árbitro tem acima de tudo apitar com bom senso! - disse.

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