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Arbitragem da Copa do Mundo 2026 acumula polêmicas e revolta seleções

Decisões envolvendo VAR, tecnologia da bola e pênaltis contestados geram reclamações

Lance|Do R7

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O atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun (nº 20), comete falta sobre Tarik Muharemovic (nº 04), da Bósnia e Herzegovina — que posteriormente foi revisada pelo VAR e resultou em cartão vermelho —, durante a partida de futebol das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre EUA e Bósnia e Herzegovina,
O atacante dos EUA, Folarin Balogun comete falta sobre Tarik Muharemovic, da Bósnia — que posteriormente foi revisada pelo VAR e resultou em cartão vermelho Pedro Nunes/Reuters - 01.07.2026

A Copa do Mundo de 2026 tem proporcionado grandes partidas, mas a arbitragem também tem sido um dos principais assuntos do torneio. Desde a fase de grupos, decisões envolvendo o VAR, pênaltis não marcados, cartões e o uso da tecnologia instalada na bola oficial provocaram críticas de jogadores, treinadores, dirigentes e torcedores.

As reclamações ganharam força principalmente entre seleções africanas, que acusam a arbitragem de adotar critérios diferentes quando enfrentam potências do futebol mundial. Senegal e Gana lideram os protestos, enquanto Argentina, Brasil, Croácia, Estados Unidos e Austrália também estiveram envolvidos em lances que dividiram opiniões.


As críticas à arbitragem ganharam um novo capítulo na quinta-feira (2), durante a vitória de Portugal por 2 a 1 sobre a Croácia, pelas oitavas de final.

Nos acréscimos, os croatas marcaram o gol que levaria a partida para a prorrogação, mas a comemoração foi interrompida após a atuação da Connected Ball Technology, sistema que utiliza um chip instalado na bola oficial da competição.


Segundo a FIFA, os sensores identificaram um toque de Igor Matanović na origem da jogada, confirmando a posição irregular. A entidade defendeu a precisão da tecnologia, mas o episódio reacendeu as críticas sobre a influência dos recursos tecnológicos em lances decisivos e voltou a dividir especialistas e torcedores.

Argentina também vira alvo de debate

A atual campeã do mundo também esteve no centro das discussões sobre a arbitragem. Na estreia diante da Argélia, Lionel Messi acertou a sola da chuteira na perna do zagueiro Aïssa Mandi. O árbitro polonês Szymon Marciniak marcou a falta, mas não aplicou sequer cartão amarelo ao camisa 10. A decisão gerou revolta entre os argelinos, que apresentaram uma reclamação formal à FIFA.


As polêmicas envolvendo a Argentina continuaram na vitória sobre a Áustria. Nas redes sociais, torcedores questionaram uma suposta falta na origem do primeiro gol marcado por Messi e defenderam a expulsão de Lautaro Martínez por uma entrada dura em um adversário. A consultora de arbitragem Renata Ruel também avaliou que houve infração no início da jogada do gol e que Lautaro poderia, ao menos, ter recebido cartão amarelo.

Expulsão de Balogun aumenta questionamentos

A discussão sobre os critérios da arbitragem ganhou ainda mais força na quarta-feira (1º), durante a vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia.

O atacante Folarin Balogun foi expulso após atingir com a sola da chuteira o tornozelo do defensor Muharemovic em uma disputa de bola. Depois de ser chamado pelo VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus revisou o lance no monitor e mostrou cartão vermelho direto ao jogador norte-americano.

A decisão provocou comparações imediatas com a entrada de Messi sobre Mandi. Nas redes sociais e entre especialistas, muitos questionaram por que o argentino sequer recebeu cartão, enquanto Balogun acabou expulso em um lance considerado semelhante. Comentarista da BBC, o ex-zagueiro inglês Rio Ferdinand afirmou que o principal problema está na falta de consistência das decisões do VAR, fator que tem gerado frustração entre jogadores, técnicos e torcedores.

Brasil também contestou decisão

Nem mesmo a Seleção Brasileira escapou das polêmicas. Na vitória sobre a Escócia, Vinícius Júnior teve um gol anulado após revisão do VAR, que apontou uma falta na origem da jogada. Depois da partida, a CBF encaminhou um ofício à FIFA cobrando maior uniformidade nos critérios adotados pela arbitragem durante a competição.

Senegal protesta contra Wilton Pereira Sampaio

Uma das maiores reclamações do Mundial aconteceu ainda na fase de grupos, no confronto entre Senegal e Noruega. No segundo tempo, Idrissa Gana Gueye invadiu a área e recebeu um contato no pescoço do zagueiro David Møller Wolfe. Os senegaleses pediram pênalti imediatamente, mas o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio manteve a decisão de campo.

Mesmo após conversar com a equipe do VAR pelo sistema de comunicação, Wilton optou por não revisar o lance no monitor e marcou apenas tiro de meta. A decisão gerou forte repercussão e passou a ser apontada como um dos principais erros de arbitragem da competição.

Gana questiona dois lances contra a Inglaterra

Outro episódio que gerou protestos aconteceu no empate sem gols entre Gana e Inglaterra. No primeiro lance, Prince Kwabena Adu caiu na área após contato com Ezri Konsa, mas o árbitro hondurenho Saíd Martínez mandou o jogo seguir sem consultar o VAR.

Pouco depois, Adu voltou a reclamar ao disputar uma bola com Jordan Pickford. Para os ganeses, o goleiro inglês deveria ter recebido cartão vermelho. Após o apito final, o técnico Carlo Queiroz criticou a atuação da arbitragem.

— O VAR foi tomar café? — ironizou o treinador.

Austrália também reclama

Outra decisão bastante questionada ocorreu na vitória dos Estados Unidos sobre a Austrália. Durante o segundo tempo, Tyler Adams acertou um pisão em Connor Metcalfe dentro da área. Apesar das reclamações dos australianos, o árbitro alemão Felix Zwayer não marcou o pênalti e manteve o jogo em andamento.

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