Lance Ao L!, Felipe Conceição fala sobre chegada ao RB Bragantino e diz que se inspira em Klopp e Guardiola

Ao L!, Felipe Conceição fala sobre chegada ao RB Bragantino e diz que se inspira em Klopp e Guardiola

Jovem treinador vem se destacando no clube na disputa do Campeonato Paulista deste ano

Lance
Lance

Lance

Lance

Em apenas um ano, o jovem técnico Felipe Conceição se tornou um treinador no mercado para um dos profissionais mais promissores do futebol brasileiro. É claro que as coisas acontecem muito rápido no futebol, especialmente no Brasil, mas o trabalho do ex-jogador se tornou uma referência. Era questão de tempo até o reconhecimento chegar. E chegou, é claro.

Em 2019, Felipe assumiu o comando do América-MG, que ocupava a lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro. Foi o início de uma recuperação brilhante, que só não culminou no acesso para a primeira divisão por critério de desempate, deixando o "Coelho" na quinta colocação.

Pouco depois, veio a oportunidade de treinar a nova sensação do futebol brasileiro: o Red Bull Bragantino, que traz um modelo completamente novo de gestão para o futebol nacional e promete grandes feitos para os próximos anos. Um projeto bastante ambicioso. Tão ambicioso quanto o seu comandante. Ao L!, Felipe Conceição falou sobre a missão de assumir o clube durante o Campeonato Paulista após a saída do então treinador Antônio Carlos Zago.

- Todo profissional, em qualquer que seja a sua área de atuação, deseja evoluir e crescer na carreira, além disso o casamento da filosofia do clube com as ideias que eu tenho de jogo também me indicaram que era esse o caminho a seguir. Foi uma honra muito grande ser o escolhido pelo Red Bull após um processo de seleção, em que tinham vários treinadores de nível internacional participando, para implementar a filosofia que o clube deseja - afirmou.

Mas por que deixar um trabalho bem estabilizado como no América-MG para assumir um projeto ambicioso, mas que havia começado o ano de 2020 abaixo das expectativas? Segundo Felipe, a chave do acerto foi simples: o modelo de gestão do clube.

- A gestão profissional com planejamento de curto, médio e longo prazo traz uma estabilidade para o desenvolvimento de um processo onde se sabe onde está e onde se quer chegar. A falta de política no nosso dia a dia, a estrutura dada aos profissionais e o projeto de médio e longo prazo do clube fazem do Red Bull Bragantino um dos melhores clubes do país para se trabalhar - confessou.

A chegada de Felipe surtiu um efeito imediato no clube de Bragança Paulista. Foram apenas sete jogos até a interrupção para a pandemia, mas com cinco vitórias expressivas e uma evolução notável nas atuações do time. Ele credita o rápido impacto ao jovem e promissor grupo que trabalha, que irá se desenvolver para torná-lo ainda mais forte e competitivo.

- Hoje, desde a minha chegada, temos a melhor campanha do Paulista e excelentes números ofensivos e defensivos na competição. Conseguimos em aproximadamente 50 dias construir um estilo de jogo ofensivo, intenso e agressivo. Tudo isso demonstra a qualidade do grupo que temos, além disso as perspectivas de médio e longo prazos são as melhores possíveis já que temos a maior parte do grupo de atletas jovens que serão desenvolvidos e tornarão o elenco ainda mais forte - afirmou.

Muito se fala sobre um estilo padrão mais conservador por parte de treinadores brasileiros, mas Felipe, certamente, foge desta regra. Conhecido por comandar equipes bem ofensivas, intensas e agressivas, o jovem treinador afirma que sua paixão pelo estilo que adotou nasceu de duas grandes influências: Jurgen Klopp e Pep Guardiola.

- Este estilo de jogo já me fascinava na época de jogador, e depois que iniciei a minha carreira de treinador sempre o tive comigo, evoluindo com o tempo, mas sempre foi solidificada e identificada onde tive tempo para implementá-la, como na base do Botafogo, no América-MG e agora no RB Bragantino. As influências foram de treinadores com esse perfil como o Klopp, Guardiola, entre outros. Vários treinadores que eu tive na minha carreira como atleta também me ajudaram nessa formação de treinador, o próprio Paulo Autuori é um exemplo disso, mas esses citados acima, em questão de estilo de jogo, são os que mais influenciaram - encerrou.

*Estagiário sob supervisão de Tadeu Rocha.

Últimas