Lance Anderson afirma que tênis universitário é porta profissional a atletas de países periféricos

Anderson afirma que tênis universitário é porta profissional a atletas de países periféricos

Para finalista de Wimbledon e do US Open, o tênis universitário por der a melhor chance de 'evolução' técnica de um atleta

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Kevin Anderson está nas quartas do ATP 250 de Estoril, em Portugal, e após a classificação conversou com os jornalistas e falou da importância do tênis universitário para formação de atletas de países periféricos.

"O tênis universitário é uma excelente escolha para alguns jogadores. Para mim, vindo da África do Sul, que é um país distante do mundo do tênis, foi importante poder ter onde me estabelecer para poder treinar e viajar. Isto me deu a oportunidade de melhorar o meu jogo e também de me melhorar fisicamente. No tênis universitário você joga muitos jogos e acho que existem muitos pontos positivos, especialmente se você vem de um lugar onde não há tanta infraestrutura e apoio (na formação). É uma ótima forma para você quebrar barreiras, se você não está apto a ser como um desses jogadores da Next Gen, que você fura a barreira dos top 100 aos 19 anos. É uma forma de galgar seu espaço", iniciou o sul-africano.



"Esta é uma grande maneira de seguir evoluindo. Você pode trabalhar todos os aspectos do seu jogo, mas tens de encontrar um bom programa, que te ajude realmente no processo de desenvolvimento para entrares no tênis profissional. Onde eu estava, no Illinois, os treinadores entendiam quais eram os meus objetivos e ajudaram-me a fazer a transição e a continuar a me desenvolver enquanto tenista. É uma daquelas coisas que pode ser uma excelente decisão. Só tens de fazer o trabalho de casa, falar com o máximo de jogadores possível e tentar encontrar o melhor programa para ti”, aconselhou.

O circuito do tênis universitário norte-americano, NCAA, tem revelado cada vez mais talentos para o circuito profissional. Para além de Nuno Borges, campeão universitário, que alcançou em Estoril suas primeiras vitórias em nível ATP, o atual top 100 conta com ex-tenistas universitários como os norte-americanos John Isner e Reily Opelka. No feminino, a NCAA também faz seus nomes, como da americana Danielle Collins e da brasileira Luisa Stefani.

Anderson ainda comentou a evolução do jovem compatriota Lloyd Harris, que é o segundo sul-africano no top 100. "Tem sido muito bom ver a evolução do Lloyd, já muito perto do top 50. Espero que ele siga melhorando e conquistando cada vez mais coisas, como algumas grandes vitórias que já alcançou", declarou o veterano.

"Espero que durante a minha carreira, eu tenha sido capaz de inspirar pessoas, especialmente crianças, a se interessarem por tênis. Isso significa muito pra mim. Durante a minha carreira tenho buscado, claro que para além de focar em buscar minhas vitórias, ser um modelo completo para as crianças da África do Sul. Não apenas como tenista, mas como modelo de que eles podem perseguir seus sonhos. Isso é algo pelo qual trabalho e espero conseguir", finalizou.

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