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Ancelotti avalia trabalho na seleção e defende nova geração do Real Madrid

Treinador destacou o desafio em busca do título da Copa do Mundo

Lance

Lance|Do R7

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Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira Rafael Ribeiro/CBF

Em entrevista publicada pelo jornal espanhol Marca nesta segunda-feira (16), o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, detalhou sua adaptação ao comando da equipe pentacampeã mundial e analisou o atual momento do Real Madrid, seu ex-clube. O treinador italiano falou sobre a diferença na rotina de trabalho, projetou a Copa do Mundo de 2026 e elogiou o comportamento dos jogadores brasileiros com quem conviveu na Europa.

A entrevista foi divulgada no mesmo dia em que Ancelotti anunciará os convocados da seleção para os amistosos contra França e Croácia, marcados para o fim de março. O comandante revelou que a dinâmica de treinar uma equipe nacional proporcionou uma mudança significativa em seu dia a dia.


– Agora, com certeza, tenho menos estresse. Menos estresse porque não há muitos jogos; é um trabalho mais de observação. Não há necessidade de preparar treinos todos os dias; é um tipo de trabalho diferente, com muito mais tempo livre, mas é interessante. O Brasil tem pelo menos 70 jogadores que poderiam estar na seleção, e avaliar todos eles não é tão simples – explicou Ancelotti.

Pressão e expectativa pelo hexacampeonato

Questionado sobre a cobrança constante dos torcedores brasileiros pelo sexto título mundial, Ancelotti adotou um tom otimista e encarou o desafio como um estímulo para o trabalho que vem desenvolvendo desde o ano passado.


– Eles vêm pedindo isso há muito tempo. Ganhar a Copa do Mundo com o Brasil não é um objetivo, é uma motivação. As pessoas me recebem muito bem aqui, sou muito respeitado. O clima no Brasil é de futebol, muito apaixonado. Aqui, quando a seleção joga, o mundo inteiro para; não é a mesma atmosfera que na Europa – destacou o técnico.

Ancelotti também analisou a diferença de comportamento dos atletas quando defendem seus clubes europeus e quando se reúnem na seleção, usando como exemplo jogadores como Vinicius Junior, Rodrygo e Éder Militão, com os quais trabalhou no Real Madrid.


– O que muda é o ambiente no vestiário. Em um clube, há jogadores de várias nacionalidades; aqui você tem 25 brasileiros com a mesma língua e a mesma cultura. A comunicação é mais direta e contínua – pontuou.

Legado no Real Madrid e apoio a Vini Jr.

O treinador reservou parte da entrevista para defender a atual equipe do Real Madrid, que tem enfrentado críticas devido à oscilação de resultados na temporada europeia. Para Ancelotti, a equipe espanhola passa por um processo natural de reformulação e precisa de paciência para encontrar sua nova identidade.


– A velha geração que havia criado um ambiente fantástico no vestiário se foi, e uma nova geração de jogadores precisava entrar, trazendo caráter, personalidade e liderando pelo exemplo. Isso não acontece da noite para o dia; leva tempo. A chegada de Mbappé coincidiu com duas saídas importantes, Kroos e Nacho, criando um ambiente diferente – argumentou.

Ao avaliar individualmente o desempenho de Vini Jr, Ancelotti não poupou elogios e garantiu confiar plenamente na capacidade decisiva do atacante brasileiro.

– Vinicius nunca decepcionou ninguém em jogos importantes. Não me lembro de uma única semifinal ou quartas de final em que o Vini tenha cometido um erro. Estou convencido de que ele fará uma ótima Copa do Mundo – concluiu o treinador da seleção.

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