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Água Santa busca título paulista por Diadema e visa acabar com rótulo ligado a facção criminosa

Nascido no futebol amador, o Netuno hoje conta com cerca de 10 mil torcedores, a maioria no Grande ABC

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Lance|Do R7

Água Santa colocou 11,5 mil torcedores na Vila Belmiro na semifinal do Paulistão
Água Santa colocou 11,5 mil torcedores na Vila Belmiro na semifinal do Paulistão Água Santa colocou 11,5 mil torcedores na Vila Belmiro na semifinal do Paulistão

Durante vários momentos do jogo de ida da final do Campeonato Paulista, os quase 9.000 torcedores do Água Santa que estavam na Arena Barueri entoaram o grito de "É Diadema". A um empate do título paulista, o clube, que já vive o seu maior momento na história, busca levantar a taça por algo além do mérito esportivo: a possibilidade de pôr definitivamente o município no mapa esportivo nacional.

E o objetivo de nacionalizar o Netuno também significa acabar com algumas relações, como a de que o time estaria vinculado ao PCC, a maior facção criminosa instalada no território nacional. A campanha até a decisão do Paulista deu voz à equipe do Grande ABC, que no ano que vem disputará a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro.

"A gente luta muito para acabar com esse preconceito. Vocês não têm ideia como o nosso coração tá cheio de felicidade. [Thiago] Carpini [treinador do clube], eu tenho falado em todo lugar: o que você e esse grupo alcançaram fez com que nós conseguíssemos viver este momento. O campeonato mais disputado, um time de uma folha humilde, chegou por causa dessa união que a gente tem. Eles não sabem quanto a gente trabalha todos os dias. Se soubessem, não diziam que esse time é da p... do PCC", disse o presidente do Água Santa, Paulo Korek Farias, em discurso com os jogadores e a comissão técnica após a classificação na final do Paulistão ao bater o Bragantino, nos pênaltis, na Vila Belmiro.

A história do Netuno explica a relação preconceituosa e que também carrega rivalidade em si. O Água Santa nasceu no início da década de 1980 para ser amador e disputar a várzea em Diadema e em torneios estaduais de São Paulo. Porém, em dezembro de 2011, a equipe, que já arrastava cerca de 5.000 pessoas por jogo na várzea, se profissionalizou. Pouco mais de 11 anos depois, o clube está a um jogo de se tornar campeão paulista, deixando pelo caminho três times de Série A do Brasileirão no mata-mata: São Paulo, Bragantino e Palmeiras.

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A rivalidade com outros times amadores no início da era profissional do Água Santa e o rótulo de cidade violenta que Diadema tinha no fim da década de 1990 fizeram com que o time do Inamar fosse rotulado com o PCC. Em 1997, o município do Grande ABC foi considerado o mais violento do Brasil, com 140,4 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes, segundo o Datasus (Ministério da Saúde) à época.

"Comentários preconceituosos. É um clube que eu trabalho há quase três anos, nasci em Diadema. Todos os donos são pessoas extremamente profissionais, todos trabalham, têm suas famílias, circulam livremente nos ambientes. São boatos maldosos, tendenciosos. É um clube humilde, de uma cidade humilde. Você arrastou 12 mil pessoas até a Vila Belmiro, crianças humildes, idosos. O clube é vítima de boatos e calúnias, conforme o presidente também mencionou na comemoração [pela classificação na final do Paulistão]", disse Julio Rondinelli, diretor-executivo de futebol do Água Santa, em contato exclusivo com o Lance!.

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Júlio Rondinelli, executivo de futebol, e Paulo Korek, presidente do Água Santa, em encontro com Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Júlio Rondinelli, executivo de futebol, e Paulo Korek, presidente do Água Santa, em encontro com Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Júlio Rondinelli, executivo de futebol, e Paulo Korek, presidente do Água Santa, em encontro com Abel Ferreira, técnico do Palmeiras

Estabilizado, agora com mais de uma década como instituição profissional, o Água Santa tem a comunidade de Diadema ao seu lado. E os clubes de várzea que um dia tentaram atrapalhar o crescimento da equipe profissional da cidade hoje reconhecem a importância do Netuno no cenário esportivo local.

"Fico impressionado com o engajamento do clube com a cidade. É um clube de portas abertas para o torcedor conhecer o estádio, os jogadores. A Arena [Inamar] proporciona ao atleta estar muito próximo do torcedor. Muitos carros na rua com o adesivo do Água Santa. A cidade ostenta e usa a camisa do Água Santa, hoje, como um troféu, com muito orgulho em saber que o clube está no patamar máximo que poderia ser atingido em competições que o Água Santa disputa", destacou Rondinelli.

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O Água Santa venceu o Palmeiras por 2 a 1, na Arena Barueri, no fim de semana passado. Assim, qualquer empate dá o título ao Netuno. Uma vitória simples do Verdão leva a decisão para os pênaltis. A única vantagem palmeirense na decisão é o fato de jogar em casa, no Allianz Parque, por ter chegado ao confronto com a melhor campanha de todo o Paulistão.

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